Economia
Empresário nega controle do Banco Master em investigação da PF
Nelson Tanure, empresário e investidor, se manifestou pela primeira vez após ser alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga supostas fraudes financeiras no Banco Master.
Ele afirmou não possuir vínculo societário com o Banco Master e classificou as suspeitas como meras especulações, conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que autorizou a segunda fase da operação da PF.
“Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente”, declarou o empresário em comunicado divulgado à noite.
Abordado no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, onde embarcava para Curitiba, teve seu celular apreendido por agentes da PF durante o cumprimento de um mandado de busca. A operação apura possíveis fraudes para maquiar o balanço financeiro do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central após colapso financeiro.
Investigações indicam que Tanure poderia ter atuado como sócio oculto do banco por meio de complexas relações financeiras envolvendo fundos e empresas intermediárias, mas o empresário insiste que suas relações foram exclusivamente comerciais, como cliente ou investidor, sem conhecimento das operações suspeitas.
Segundo ele, todas as suas transações com o banco foram realizadas em conformidade com a legislação vigente, incluindo aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias.
Tanure ressaltou ainda que seus investimentos no Banco Master resultam de sua longa trajetória empresarial e que os valores remanescentes correspondem a perdas consideradas suportáveis em operações de risco.
Sobre a ação da PF, o empresário descreveu a experiência de busca pessoal autorizada pelo STF como uma situação inesperada, porém, afirmou ter colaborado prontamente e respeitosamente.
Ele reafirmou sua disposição em colaborar com as autoridades para comprovar a lisura de suas relações comerciais e demonstrou confiança na seriedade das investigações.
No mesmo contexto, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal de São Paulo continuam a investigar as conexões entre Tanure e o Banco Master, considerando a existência de fundos e estruturas societárias complexas que poderiam indicar influência direta do empresário.
Em resposta às investigações, a defesa de Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, negou irregularidades e afirmou que ele segue colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login