Brasil
Enfermeiros suspeitos de matar pacientes em hospital do DF são presos
A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando a suspeita de que ex-técnicos de enfermagem de um hospital particular em Brasília possam ter causado a morte de pelo menos três pacientes ao administrarem substâncias letais.
Os incidentes ocorreram no Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga. Em um dos casos, além do medicamento, um dos técnicos teria injetado desinfetante em um paciente.
O Hospital Anchieta emitiu uma nota informando que demitiu os três funcionários e comunicou a Polícia Civil após um comitê interno identificar situações suspeitas nas mortes registradas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Os três ex-técnicos de enfermagem sob investigação eram novos na área da saúde, todos com menos de 30 anos.
Os suspeitos incluem um homem de 24 anos e duas mulheres de 28 e 22 anos. Seus nomes não foram divulgados pelas autoridades responsáveis, dificultando contato com suas defesas.
Entre as mulheres, uma já tinha experiência em outros hospitais, enquanto a mais jovem estava em seu primeiro trabalho na área. O homem continuou trabalhando em uma UTI infantil mesmo após seu desligamento do Hospital Anchieta, por suposta ligação com os crimes.
As mortes ocorreram em dezembro de 2025, mas só se tornaram públicas em 19 de fevereiro de 2026. Um dos técnicos teria se aproveitado de um sistema que permanecia logado em nome de médicos para prescrever medicamentos indevidos em pelo menos duas ocasiões, buscando-os na farmácia, preparando-os, escondendo uma seringa no jaleco e aplicando-os em três pacientes.
Segundo o delegado responsável, Wisllei Salomão, as mulheres teriam colaborado com os atos, que incluíram a aplicação do desinfetante em um paciente.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) ressaltou a gravidade da situação. Coren-DF informou que está acompanhando o caso e tomando as medidas legais necessárias.
Dois dos suspeitos, o homem e a mulher de 28 anos, foram presos no dia 11 de fevereiro durante a Operação Anúbis. Já a mulher mais jovem foi detida no dia 15, quando a polícia confiscou celulares, computadores e outros objetos que podem ajudar nas investigações.
As vítimas foram uma aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos.

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