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Equador nega ataque aéreo na fronteira com a Colômbia
O presidente Daniel Noboa do Equador refutou nesta terça-feira (17) as alegações feitas por seu colega colombiano, Gustavo Petro, que acusou o Equador de realizar um ataque aéreo em território colombiano, próximo à fronteira onde operam grupos guerrilheiros e tráfico ilegal.
Petro declarou no dia anterior que apresentava evidências de um ataque com bomba lançado de um avião na região fronteiriça.
Noboa afirmou pela rede X que o governo equatoriano tem conduzido operações para eliminar esconderijos de grupos criminosos, majoritariamente colombianos, que teriam penetrado no país devido à falta de rigor no controle fronteiriço do governo colombiano.
Recentemente, o Equador realizou um ataque contra um acampamento de um grupo dissidente das Farc na província de Sucumbíos, próxima à fronteira com a Colômbia.
Noboa também respondeu diretamente a Petro: “Presidente Petro, suas alegações são incorretas; estamos operando em nossa própria área, não na sua.” O Equador é membro do “Escudo das Américas”, uma aliança de 17 países americanos criada pelos Estados Unidos para combater ameaças à segurança regional.
A fronteira entre Equador e Colômbia tem cerca de 600 km, onde atuam tanto guerrilhas colombianas quanto organizações criminosas de ambos os países, envolvidas em tráfico de drogas, armas, pessoas e atividades ilegais de mineração.
Essas acusações aparecem em meio a um conflito comercial iniciado em fevereiro que tem afetado importações, cooperação na área energética e transporte de petróleo entre os dois países.
A ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, informou que os dois países em breve iniciarão um diálogo por meio da Comunidade Andina para retomar as negociações interrompidas em Quito, em fevereiro.
Sommerfeld pediu que a Colômbia reforce o controle em suas fronteiras para reduzir a violência e a insegurança tanto no Equador quanto na região do Hemisfério Ocidental.

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