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Esposa de aliado de Maduro é retirada do cargo pelo governo interino da Venezuela
Camilla Fabri de Saab, esposa de Alex Saab, apontado como um colaborador próximo de Nicolás Maduro, foi removida do seu cargo no governo da Venezuela durante uma recente reformulação do gabinete promovida pela presidente interina Delcy Rodríguez.
Em comunicado oficial, a presidente interina declarou: “Designei Rander Peña como vice-ministro para Comunicação Internacional. Agradecemos a Camilla Fabri de Saab pelo trabalho realizado à frente deste setor.” Delcy Rodríguez assumiu temporariamente as funções governamentais após a deposição de Maduro em 3 de janeiro, em uma missão militar dos Estados Unidos.
Alex Saab foi preso em Cabo Verde em 2020 e extraditado para os Estados Unidos em outubro de 2021. A Venezuela classificou sua prisão como um “sequestro”, enquanto o governo apresentou Saab como um “herói”. Durante o período da detenção, Camilla Fabri foi uma das principais porta-vozes da defesa dele.
Saab retornou aos cargos públicos depois de uma troca de prisioneiros entre os Estados Unidos e a Venezuela, voltando ao governo em outubro de 2024. No entanto, Delcy Rodríguez afastou-o do Ministério da Indústria e dos Investimentos Internacionais em janeiro.
No início do mês, houve rumores sobre a captura de Alex Saab em solo venezuelano, mas fontes anônimas confirmaram que ele está em casa, na Colômbia. Saab associou-se ao governo venezuelano durante os últimos anos da gestão de Hugo Chávez (1999-2013) e gerenciava uma extensa rede de importações para a administração de Maduro.
Ele dirigiu as importações destinadas ao programa de alimentos subsidiados conhecido como Clap, que esteve envolvido em denúncias de corrupção. As reformulações no gabinete ocorrem em meio às pressões crescentes dos Estados Unidos após a captura de lideranças do governo anterior em 3 de janeiro.
Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, enfrentam um processo judicial nos Estados Unidos por acusações relacionadas ao narcotráfico, com Maduro se declarando como um “prisioneiro de guerra”.

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