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Estado Islâmico assume ataque que matou mais de 30 em mesquita do Paquistão

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O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) declarou ser responsável pelo ataque suicida ocorrido nesta sexta-feira em uma mesquita xiita em Islamabad, o episódio mais violento na capital paquistanesa desde 2008.

A administração de Islamabad informou que 31 pessoas perderam a vida no atentado na mesquita Imam Bargah Qasr-e-Khadijatul Kubra, localizada no bairro Tarlai. Uma fonte policial indicou que o número de vítimas pode crescer.

A reivindicação do EI foi publicada pelo SITE Intelligence Group já neste sábado (7). Um militante local “atirou contra os guardas da mesquita ao tentar ser parado, e depois acionou seu colete explosivo”, conforme a mensagem do grupo, divulgada pelo SITE, um órgão especializado no rastreamento de sites islâmicos.

Fontes de segurança confirmaram que o atacante foi contido na entrada e detonou as bombas.

Foi o ataque mais mortal na capital do Paquistão desde setembro de 2008, quando um atentado suicida com caminhão-bomba matou 60 pessoas e destruiu parte do hotel Marriott.

Muhammad Kazim, de 52 anos, estava na mesquita no momento do ataque. “Durante a primeira parte da oração, ouvimos explosões. Quando ainda estávamos próximos, outra explosão aconteceu”, relatou ele à AFP, em frente ao hospital do Instituto de Ciências Médicas do Paquistão (PIMS), onde cerca de 170 feridos foram atendidos.

“A explosão foi muito forte. Restos de entulho caíram do teto, janelas estouraram. Ao sairmos havia corpos espalhados”, contou Kazim, que criticou a ausência de segurança adequada: “As mesquitas xiitas estão constantemente ameaçadas, e as autoridades deveriam tratar essa questão com seriedade.”

O Paquistão, país de maioria sunita, tem entre 10% e 15% da população xiita, que já foram alvo de ataques por grupos jihadistas no passado.

As forças de segurança estavam posicionadas fora da mesquita, onde se encontravam manchas de sangue, sapatos, roupas e pedaços de vidro no chão.

Vídeos divulgados em redes sociais mostraram corpos perto da entrada principal e destroços pela sala de oração, embora não tenham sido verificados pela AFP.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, condenou o atentado e garantiu que os responsáveis serão identificados e responderão judicialmente. O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que “ataques contra civis e locais de culto são inaceitáveis.”

O ataque ocorreu enquanto as forças de segurança enfrentam um aumento das insurgências nas províncias do sul e norte do país, próximas à fronteira com o Afeganistão.

O último grande ataque na capital foi em novembro, quando um atentado suicida deixou 12 mortos e vários feridos próximo a um tribunal, o primeiro desse tipo em quase três anos.

As forças paquistanesas também enfrentam pressão na região do Baluchistão, onde insurgentes separatistas reivindicaram ataques que resultaram em 36 civis e 22 membros das forças de segurança mortos na última semana.

Esses ataques geraram uma resposta intensa das forças de segurança, que eliminaram cerca de 200 insurgentes, conforme relatado pelas autoridades.

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