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Estudantes do Sesi usam guitarra gamer para controlar robô em torneio nacional

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Para que serve uma guitarra gamer além dos jogos? Alunos da Escola Firjan Sesi Friburgo, na Região Serrana do Rio, deram uma nova função ao instrumento: eles criaram uma máquina de grande porte controlada por uma guitarra gamer durante o Torneio Nacional de Robótica, que acontece em São Paulo até domingo.

Participando entre vários robôs, desde modelos com peças de Lego até robôs que medem mais de um metro e meio, o grupo se destacou na fase inicial da competição, que reúne mais de 2 mil estudantes de instituições públicas e privadas de todo o país.

O tema deste ano é Arqueologia, que remete à valorização da história. Pensando nisso, o time de Robótica da escola criou uma nova versão de sua participação no torneio de 2023, quando também usaram uma guitarra e receberam o prêmio de Imagem.

— Nunca toquei guitarra, nem o modelo gamer, mas é fácil de aprender. Com certos “acordes”, o robô realiza a coleta, movimentação e lançamento dos materiais — explica Leticia da Cunha Gomes, de 17 anos, piloto e “guitarrista”.

O estudo da Robótica inspirou Letícia a escolher sua carreira: ela decidiu cursar Oceanografia, influenciada pelas pesquisas feitas no ano passado, cujo tema foi Oceano. Já Elloá Conceição e Souza, de 16 anos, aluna da Escola Firjan Sesi São Gonçalo, optou por Programação depois que a robótica a ajudou a melhorar nos estudos:

— Perdi minha mãe pouco antes da pandemia e minhas notas caíram. Conheci a Robótica em um curso preparatório com a Firjan Sesi, onde ex-membros da equipe apresentaram o projeto. Isso me motivou muito. Hoje, pretendo seguir carreira na área.

Matheus Cardoso Costa, de 17 anos, estudante da Firjan Sesi Jacarepaguá e morador da Cidade de Deus, encontrou na Robótica um incentivo para continuar estudando. Ele planeja se tornar engenheiro de software.

— Tive muitas dificuldades para frequentar a escola, mas sabia que devia ajudar minha família, que sempre me apoiou. A Robótica virou mais que um estímulo, é um espaço para me divertir, aprender e conhecer lugares que não teria chance de ir — conta.

Mais de 80 jovens na equipe

A Firjan Sesi conta com 84 alunos entre 9 e 19 anos nas equipes de Barra Mansa, Resende e Barra do Piraí, no Sul Fluminense; São Gonçalo, na Região Metropolitana; Nova Friburgo, na Região Serrana; e Jacarepaguá, no Rio. Os vencedores disputarão o Mundial de Robótica em Houston, EUA. A competição premia diversas categorias, avaliando a qualidade do trabalho e a cultura da robótica na comunidade. No ano passado, o técnico Rômulo de Jesus Costa, de Friburgo, foi eleito o melhor técnico do Brasil.

A competição reúne as categorias FLL (para alunos de 9 a 15 anos, que criam robôs com peças Lego e projetos inovadores), FTC (para estudantes do ensino médio com robôs semi-industriais) e FRC (robôs industriais, pesando até 55kg e com mais de 1,5 metro).

Para competir entre os melhores do Brasil, os estudantes da Firjan Sesi enfrentaram 61 equipes com cerca de 500 estudantes de escolas públicas, privadas, ONGs e times independentes do Rio, Bahia e Espírito Santo. Para o mundial em Houston, que será entre 29 de abril e 2 de maio, serão selecionados três competidores da FLL, cinco da FTC e quatro da FRC.

— Mais de 80% dos nossos alunos têm renda familiar até quatro salários mínimos, porém suas notas são tão boas quanto as de alunos de famílias com maior renda, que geralmente têm mais acesso à cultura e educação. A Robótica é uma das metodologias que contribuem para isso — explica Vinícius Cardoso, diretor de Educação e Cultura da Firjan Senai Sesi.

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