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EUA criam 1ª vila especializada para idosos com perda de memória

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Uma empresa de cuidados paliativos em Wisconsin, Estados Unidos, planeja lançar a primeira “vila da demência”, uma iniciativa para transformar o atendimento a idosos com perda de memória. A Agrace inaugurará essa comunidade em setembro de 2027, em seu campus em Madison, inspirada em um modelo de sucesso da Holanda.

O projeto, que custou cerca de 40 milhões de dólares, poderá abrigar até 65 pacientes com problemas de memória, oferecendo-lhes independência e rotina, simulando uma pequena cidade. Os residentes viverão em casas com capacidade para oito pessoas, com equipe médica presente para assisti-los em atividades diárias, como compras em supermercados e visitas a restaurantes.

Lynee Sexten, CEO da Agrace, afirmou que “morar nessa vila não será como estar em uma instituição. Estamos criando residências individuais que se parecem e se sentem como verdadeiras casas, com tudo que se encontra em um lar tradicional replicado aqui”.

O conceito é baseado na Vila da Demência de Hogeweyk, na Holanda, que permite aos moradores continuar vivendo com autonomia, evitando a institucionalização. Esse modelo inovador já revolucionou os cuidados para demência em partes da Europa, Austrália, Canadá e China.

Esse projeto foi pioneiro ao desinstitucionalizar o atendimento, tornando-o mais inclusivo e próximo à vida cotidiana, ao mesmo tempo em que preserva a vida social ativa dos residentes. Agora, essa ideia chega aos Estados Unidos.

Lynee Sexten destacou a insatisfação de muitas famílias americanas com os cuidados existentes para entes com demência, uma condição que tende a aumentar. Por isso, buscam uma alternativa melhor.

“Desejamos criar um ambiente que restaure o máximo possível da autonomia e espontaneidade pessoal para quem vive com demência”, explicou a CEO à WMTV.

A Agrace ainda não revelou o custo total da residência, mas informou que acomodação e alimentação serão pagos pelos familiares, enquanto despesas médicas podem ser cobertas por planos de saúde. Um porta-voz disse ao Daily Mail que as mensalidades serão comparáveis às de outras residências assistenciais.

Atualmente, mais de 100 pessoas já se cadastraram para serem notificadas quando a vila for inaugurada. Também serão permitidas visitas durante o dia para que pessoas com demência que não residem na comunidade possam participar das atividades.

Dados de Wisconsin indicam que 11% da população com mais de 65 anos tem Alzheimer, o tipo mais comum de demência, que é a sétima maior causa de morte no estado. Os residentes da vila da Agrace permanecerão no local até o fim de suas vidas, assim como ocorre em Hogeweyk.

A Organização Mundial da Saúde informou que, em 2021, havia 57 milhões de pessoas vivendo com demência no mundo todo.

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