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EUA e Israel bombardeiam usinas nucleares iranianas

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Estados Unidos e Israel realizaram ataques nesta sexta-feira (27) contra duas usinas nucleares localizadas no Irã, onde os Estados Unidos esperam alcançar seus objetivos militares nas próximas semanas.

O preço do petróleo subiu devido aos conflitos na região do Golfo e no Líbano, sem uma perspectiva clara de encerramento das hostilidades.

Embora o presidente americano, Donald Trump, afirme que as negociações indiretas com o Irã “estão indo bem”, ele adiou o prazo para um possível ataque até segunda-feira, 6 de abril, a pedido do governo iraniano.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, após reunião com ministros do G7 na França, declarou que o Irã ainda não aceitou o plano dos Estados Unidos para pôr fim à guerra, mas tem demonstrado interesse em negociações diplomáticas.

Ataques a instalações nucleares

O exército israelense confirmou o ataque ao reator nuclear de água pesada em Arak, no centro do Irã, logo após relatos da mídia iraniana sobre bombardeios na região.

Também foram atacadas uma usina de urânio em Yazd, horas depois que a organização de energia atômica do Irã relatou bombardeios por parte dos EUA e Israel.

Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), pediu contenção militar para evitar acidentes.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, advertiu que o país cobrará um alto preço pelos ataques cometidos por Israel, que, segundo ele, ocorreu em coordenação com os Estados Unidos.

A Guarda Revolucionária do Irã alertou funcionários de instalações com participação americana e prometeu ataques em retaliação, orientando trabalhadores a deixarem imediatamente os locais.

Ameaças regionais

O Exército iraniano ameaçou que hotéis hospedando militares americanos poderão ser alvos de ataques, assim como bases em Israel e países vizinhos como Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Bahrein.

O Soufan Center, de Nova York, advertiu que os EUA correm o risco de um erro de avaliação, pois a eliminação de líderes iranianos fortaleceu o papel do Corpo dos Guardiães da Revolução.

Efeitos no Oriente Médio

A guerra, iniciada há um mês com ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos contra o Irã, tem se intensificado com bombardeios em várias regiões, incluindo Teerã e o oeste de Israel.

A população local sofre com a insegurança e a falta de renda, como relatam moradores afetados diretamente pelos conflitos.

O conflito se espalhou para o Líbano após represálias do Hezbollah, grupo pró-Irã, levando a uma crise humanitária severa com milhares de mortos e deslocados.

Os ministros do G7 pediram cessar imediato dos ataques contra civis e infraestruturas no Oriente Médio.

Marco Rubio informou sobre avanços nas negociações com aliados para impedir que o Irã controle o estratégico Estreito de Ormuz.

Ali Vaez, especialista do International Crisis Group, resume a situação atual dizendo que os Estados Unidos, Israel e Irã acreditam estar dominando o conflito, porém cada um ainda guarda estratégias para uso futuro.

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