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EUA firmam contratos para ampliar fabricação de mísseis
A companhia de defesa Raytheon, que faz parte do grupo norte-americano RTX, anunciou na quarta-feira (4) a assinatura de cinco contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para aumentar consideravelmente a fabricação de mísseis.
Segundo comunicado da Raytheon, os acordos visam expandir as capacidades de produção e acelerar o ritmo de entrega de diversos tipos de munições, cuja demanda global segue em alta.
Os contratos abrangem variantes do míssil de cruzeiro Tomahawk – disparado de embarcações navais – para ataques em terra e no mar; o míssil ar-ar AMRAAM, de médio alcance guiado por radar; e os interceptadores SM-3 IB, SM-3 II e SM-6.
Os acordos têm duração de sete anos, sem que tenham sido divulgados detalhes financeiros.
O objetivo para o longo prazo é dobrar ou até quadruplicar a fabricação desses armamentos: espera-se que, anualmente, a produção dos Tomahawk ultrapasse mil unidades. Os AMRAAM devem atingir ao menos 1.900 unidades, e os SM-6 superar 600 exemplares.
Não foram fornecidas metas específicas para o aumento dos interceptadores SM-3.
As armas serão produzidas em instalações localizadas em Tucson (Arizona), Huntsville (Alabama) e Andover (Massachusetts).
O Tomahawk, com alcance aproximado de 1.600 km, é descrito pela empresa como a principal opção para as forças americanas atacarem alvos hostis globalmente.
Já o AMRAAM é apontado como o míssil ar-ar mais utilizado no mundo, tendo sua produção quase duplicado em 2025 na comparação com o ano anterior.
Com as crescentes tensões geopolíticas globais, a demanda da indústria bélica norte-americana aumentou significativamente.
Durante o terceiro trimestre de 2025, a Raytheon assinou um contrato no valor de 2,1 bilhões de dólares para o fornecimento de mísseis AMRAAM, montante recorde na história de três décadas do programa.
A concorrente Lockheed Martin anunciou em 29 de janeiro um acordo para quadruplicar a fabricação do sistema antimísseis THAAD, considerado altamente avançado e destinado a proteger contra ataques de ogivas balísticas.
A meta é aumentar a produção de cerca de 600 unidades anuais para 2 mil em sete anos.
Este sistema, que utiliza lançadores montados em caminhões, é projetado para interceptar ogivas em altitudes elevadas durante a fase final do voo dentro da atmosfera.

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