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Ex-agente da Polícia Federal condenado é nomeado para cargo em Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), nomeou o ex-agente da Polícia Federal (PF), Newton Hidenori Ishii, também conhecido como “Japonês da Federal” pela sua atuação durante a Operação Lava-Jato, para um cargo comissionado na capital de Mato Grosso. Ele tem histórico judicial, tendo sido condenado em 2016 por facilitar a entrada de mercadorias contrabandeadas. Em 2018, obteve aposentadoria especial voluntária.

A nomeação de Newton para o cargo de Gestão, Direção e Assessoramento de Secretário Adjunto de Governo teve início na última segunda-feira. A administração de Brunini justifica a escolha destacando a trajetória de Newton no serviço público federal, reconhecida por disciplina, postura técnica e atuação em funções estratégicas.

O ex-agente ficará responsável por auxiliar na articulação institucional via compliance, promovendo o diálogo entre setores e assegurando maior eficiência administrativa, conforme informou a prefeitura.

Brunini afirmou: “Newton é uma pessoa conhecida, com experiência e inteligência. Convidei ele para colaborar com a prefeitura enquanto estiver em Cuiabá, e ele aceitou. Ele ajudará a fortalecer nossa gestão, capacitando colaboradores para o cumprimento de normas e procedimentos na administração pública.”

Histórico Polêmico

O “Japonês da Federal” iniciou seu trabalho na PF em 1976. Em 2009, foi condenado por facilitar a entrada de contrabando no país e chegou a ser preso em junho de 2016 durante a Operação Sucuri, que investigou o envolvimento de agentes em contrabando nas fronteiras. Apesar de apelar da condenação, seu recurso foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no mesmo ano.

Após quatro meses preso, Newton teve sua pena reduzida e foi liberado da tornozeleira eletrônica, cumprindo regime semiaberto. Durante esse período, continuou trabalhando internamente e realizando escoltas, mesmo usando o equipamento eletrônico.

Em fevereiro de 2016, antes de ser detido, Newton visitou a Câmara dos Deputados e foi abordado por figuras políticas como os então deputados Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro. Seus planos para carreira política acabaram com a repercussão negativa decorrente da prisão.

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