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Exército israelense passa a monitorar eletronicamente colonos na Cisjordânia
O Exército israelense anunciou nesta segunda-feira (5) a autorização para monitorar eletronicamente pessoas com restrições de locomoção na Cisjordânia ocupada, especialmente colonos com histórico de violência, segundo a imprensa israelense. Essa decisão ocorre em meio a um aumento dos confrontos desde o início do conflito em Gaza.
O objetivo dessa medida é garantir o cumprimento das determinações administrativas vigentes. Conforme informado pela emissora Channel 12, a supervisão será realizada por meio de pulseiras eletrônicas.
A iniciativa foi adotada a pedido do chefe do Shin Bet (agência de segurança interna de Israel), David Zini, visando conter os atos violentos praticados por colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia.
O Exército comunicou à AFP que o monitoramento abrangerá tanto israelenses quanto palestinos.
O grupo de extrema direita Honenu, que oferece apoio jurídico a colonos acusados de agressões, criticou a decisão, definindo-a como um “gesto antidemocrático” e comparando-a ao comportamento de regimes opressivos.
Israel mantém ocupação na Cisjordânia desde 1967. Além de Jerusalém Oriental, que foi ocupada e anexada, existem mais de 500 mil israelenses vivendo em colônias consideradas ilegais pela ONU, convivendo com aproximadamente três milhões de palestinos.
Desde o ataque do movimento islamista palestino Hamas em Israel, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou o conflito na Faixa de Gaza, a violência promovida por alguns colonos cresceu, sobretudo entre aqueles que habitam “postos avançados” ilegais segundo as leis de Israel.
Segundo organizações não governamentais que registram esses incidentes, os responsáveis por essas agressões raramente são responsabilizados judicialmente.

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