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Exército sírio captura cidades e campos de petróleo dos curdos
O exército sírio assumiu o controle de diversas cidades e importantes instalações no norte e leste da Síria, incluindo a maior jazida petrolífera do país, dominando áreas que estavam sob administração curda por mais de uma década.
Após a queda do presidente Bashar al Assad no final de 2024, o governo sírio tenta restabelecer sua autoridade completa em todo o território nacional.
As tropas governamentais avançam em direção a Raqa, histórica fortaleza do grupo Estado Islâmico na província de mesmo nome. Neste domingo (18), confirmaram a retomada da cidade de Tabqa.
As Forças Democráticas Sírias (FDS), majoritariamente curdas, deixaram todas as zonas que controlavam no leste da província de Deir Ezzor, incluindo o campo petrolífero de Al Omar, o maior do país, conforme informou uma organização não governamental.
A jazida de Al Omar estava sob domínio curdo desde 2017, quando estas forças expulsaram o Estado Islâmico. Esta região foi por anos a principal base da coalizão internacional contra o grupo jihadista, liderada pelos Estados Unidos.
Em Tabqa, veículos blindados e tanques do exército patrulham as ruas silenciosas da cidade, onde muitos estabelecimentos permanecem fechados, conforme relato de um correspondente da AFP.
Na última semana, o exército sírio expulsou os curdos de dois bairros em Aleppo, a maior cidade do norte, e recentemente assumiu o controle de uma área a leste da cidade.
Em Tabqa, as autoridades de Damasco anunciaram também a posse da principal represa local.
“Pedimos segurança”, declarou Ismail al Omar, agricultor de 43 anos, sentado em frente à sua residência. Ele acrescentou que muitos moradores permanecem em casa devido ao medo. O vizinho, Ahmad Hussein, expressou esperança de que “a situação melhore com a chegada do exército sírio”.
Os Estados Unidos, que apoiaram os curdos por anos, também têm respaldado as novas autoridades sírias.
Em um comunicado na plataforma X no sábado, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) fez um apelo para que o governo sírio pare quaisquer avanços ofensivos na região entre Aleppo e Tabqa.

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