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Explosão na Consolação: Prefeitura chama Cetesb para investigar origem do gás
A Prefeitura de São Paulo acionou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) nesta terça-feira, dia 3, para investigar a causa da explosão que abriu uma cratera na Rua da Consolação, próximo ao número 2.104, na noite de domingo, 1º. A equipe da Cetesb está presente no local realizando uma inspeção detalhada.
Em comunicado oficial, a Prefeitura informou que estão em andamento avaliações técnicas na Rua da Consolação, com o apoio de equipes especializadas em emergências químicas e análise de impacto ambiental.
O trânsito na rua foi liberado na manhã desta terça-feira, cerca de 6h20, após bloqueio causado pela explosão no domingo à noite, conforme confirmado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
A Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) esclareceu que a galeria afetada corresponde à rede subterrânea de energia, e que nenhuma galeria pluvial pertencente à prefeitura sofreu danos. A Sabesp também confirmou a inexistência de rede de esgoto no local. Além disso, a administração municipal já realizou o conserto do pavimento afetado.
O que ocorreu?
O incidente do último final de semana resultou na abertura de um buraco na pista no sentido da Avenida Paulista, levando ao fechamento parcial da via e obrigando motoristas a alterarem seus trajetos. Mais de 20 linhas de ônibus municipais tiveram suas rotas afetadas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender à situação. Testemunhas relataram um forte cheiro de borracha queimada antes da explosão, além de terem observado fumaça escura saindo do asfalto. Empresas como Enel, Comgás e CET também foram notificadas.
Na segunda-feira, 2, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) responsabilizou a Enel Distribuição São Paulo, responsável pela distribuição de energia na capital e região metropolitana, pelo incidente.
Por sua vez, a Enel declarou que não houve danos em sua rede elétrica. Segundo a empresa, cabos enterrados no local não poderiam causar uma explosão tão intensa, e esses cabos permanecem intactos.
Em nota, a companhia informou que suas equipes continuam trabalhando para reparar a estrutura de alvenaria afetada pelo incidente.
Na terça-feira, a empresa revelou que a explosão foi causada pelo acúmulo de gases inflamáveis em uma galeria subterrânea, porém a origem desses gases ainda é desconhecida.
Por outro lado, a Comgás confirmou que o vazamento não teve relação com a rede de gás natural, segundo informações da SMSUB.
Devido à ausência de uma conclusão definitiva sobre a fonte do gás no subsolo pelas concessionárias, a SMSUB solicitou à Cetesb que realize uma análise do solo para determinar a origem desse gás.

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