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Fachin afirma que ataque de 8 de Janeiro tentou romper a democracia

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Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que os ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023 contra as sedes dos Três Poderes tiveram a intenção de destruir a ordem democrática, sendo inadequado classificá-los como simples manifestações políticas. Para ele, este evento deve ser um alerta constante sobre os perigos enfrentados pela democracia brasileira.

De acordo com Fachin, essas ações visaram desacreditar o resultado das eleições e intimidar as instituições governamentais, configurando uma das mais sérias ameaças ao Estado Democrático de Direito desde a redemocratização do país.

“O atentado às instituições brasileiras ocorrido em 8 de janeiro de 2023 foi uma das piores ofensivas ao Estado Democrático de Direito desde a retomada da democracia no Brasil. Isso não foi uma manifestação política, mas sim uma tentativa planejada e organizada de ruptura”, afirmou ao Valor Econômico.

Para o presidente do STF, este episódio representou o ponto mais crítico de um processo intencional de desgaste das estruturas institucionais. Ele ressaltou que a resposta do Estado brasileiro demonstrou a força e a resiliência do sistema democrático.

Fachin enfatizou que o Supremo Tribunal Federal atuou conforme sua função constitucional ao conduzir a resposta oficial aos ataques, reforçando que a democracia depende da força das instituições e do cumprimento rigoroso das regras democráticas por todos os cidadãos.

“Diante deste contexto, o Supremo Tribunal Federal cumpriu seu papel como guardião da Constituição”, disse.

O ministro também destacou que os responsáveis pelos ataques foram identificados e punidos dentro do processo legal adequado. Para ele, o 8 de Janeiro provou que a democracia brasileira não é frágil quando respaldada por instituições firmes.

“A democracia não é vulnerável quando suas instituições são robustas. O evento do dia 8 de Janeiro demonstrou que o Brasil possui órgãos capazes de resistir, reagir e se recuperar diante de ameaças autoritárias”, afirmou.

Fachin complementou que o episódio deve ser lembrado não apenas como um acontecimento histórico recente, mas como um reforço constante do compromisso com a democracia, as instituições republicanas e a civilidade política.

“Proteger as instituições não é uma questão ideológica, mas um dever cívico”, concluiu.

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