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Economia

Falta de qualificação é o 4º maior problema da indústria

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Apesar da menor taxa de desemprego desde 2012, a indústria enfrenta um problema crescente com a escassez de trabalhadores qualificados, o que compromete sua competitividade, pois as empresas precisam investir cada vez mais em capacitação e requalificação.

De acordo com uma nota técnica divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a falta de mão de obra qualificada tornou-se um desafio central para o setor industrial, especialmente nos últimos cinco anos, após o período da pandemia de covid-19.

A pesquisa realizada pela Sondagem Industrial da CNI revela que, até 2020, a escassez de profissionais capacitados era uma preocupação menor para o setor, mas a partir de então, essa questão ganhou destaque, representando quase um quarto das preocupações das indústrias no último ano.

Atualmente, a falta de qualificação ocupa a quarta posição entre os principais obstáculos da indústria, ficando atrás apenas da alta carga de impostos, dos elevados juros e da baixa demanda interna.

Nas pequenas empresas, essa dificuldade é ainda mais significativa, afetando 28,4% delas, figurando em segundo lugar entre suas principais dificuldades, logo após as questões tributárias.

Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI, destaca que “sem trabalhadores qualificados, as empresas enfrentam desafios para aumentar a produtividade, prejudicando a eficiência e o controle de desperdícios. Além disso, as lacunas na formação educacional dificultam ainda mais o processo de capacitação e desestimulam os trabalhadores”.

A rápida evolução tecnológica e organizacional do setor industrial aumenta a necessidade de treinamentos constantes. Dados do Mapa do Trabalho Industrial da CNI indicam que 60% dos trabalhadores terão que passar por requalificação até 2027 para atender às demandas atuais das empresas.

Taxa de desocupação

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego atingiu seu menor patamar histórico em dezembro, com apenas 5,1%. No entanto, 38% dos trabalhadores estão na informalidade, sem garantias trabalhistas.

A CNI também aponta para uma crescente falta de interesse da população — especialmente dos jovens — por empregos tradicionais. Uma pesquisa do Datafolha mostrou que 59% dos brasileiros preferem trabalhar por conta própria, número que chega a quase 70% entre jovens de 16 a 24 anos.

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