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Família de Marielle e Anderson pede justiça e investigação aprofundada
Mônica Benício, viúva da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada em 2018, afirmou nesta terça-feira (24) que a justiça plena só será alcançada quando a estrutura que permitiu o crime for completamente desmontada. “O caso da Marielle é simbólico, pois revela uma conexão obscura entre política, polícia e crime organizado no Brasil”, ressaltou Mônica ao chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para o julgamento do assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes.
Mônica, junto com os pais, irmã e filha de Marielle Franco, Luyara Franco Santos, estiveram no STF em Brasília, acompanhados pela viúva do motorista Anderson Gomes, Agatha Reis. Eles assistiram ao julgamento dos réus envolvidos no assassinato ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro.
A Primeira Turma do STF está julgando os acusados: Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro; Chiquinho Brazão, ex-deputado federal e irmão de Domingos; Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro; Ronald Alves de Paula, major da Polícia Militar; e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente suspeitos de envolvimento no crime.
Espera-se que a votação para condenar ou absolver os acusados seja concluída até quarta-feira (25), seguindo o processo padrão do colegiado.
Agatha Reis, viúva do motorista Anderson Gomes, destacou que o Brasil precisa mostrar que o Estado alcança também aqueles que ordenam crimes. “Justiça não é um sentimento, é um processo concreto. Oito anos é quase toda a vida do nosso filho. Ele vive há mais tempo sem o Anderson do que com ele. É um tempo muito longo para quem espera respostas”, disse ela.
Emocionada, Luyara Franco Santos, filha de Marielle, considerou o início do julgamento um marco para o país, mas reforçou que o Estado ainda deve uma resposta à sociedade e à democracia.
“A justiça completa para minha mãe e para o Anderson significa responsabilização, prevenção para que isso não se repita e reparação para nossas famílias. Hoje é um dia difícil, mas é um sonho que temos há oito anos”, afirmou Luyara.
A família das vítimas manifestou esperança na condenação dos responsáveis. A mãe de Marielle, Marinete da Silva, disse que a presença de familiares e amigos no julgamento demonstra que a luta por justiça continuará até o fim. “Estamos aqui para mostrar a importância de julgar esses homens que jamais pensamos que um dia enfrentariam a justiça, considerando suas posições sociais e financeiras”, declarou.
O pai de Marielle, Antônio da Silva Neto, está confiante na decisão da Primeira Turma do STF para condenar os réus. “Nenhum deles deu oportunidade de defesa para Marielle e Anderson, mas agora eles contam com advogados para tentar escapar da condenação. Contudo, os juízes são muito competentes e não serão enganados por argumentos falsos”, completou.

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