Conecte Conosco

Centro-Oeste

Fecomércio-DF investe em treinamento profissional e melhorias nas instalações

Publicado

em

José Aparecido Costa Freire, presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) desde 2022, tem promovido várias transformações significativas dentro da instituição e em suas unidades. Entre as principais realizações, estão a modernização das sedes da Fecomércio e o aumento das vagas para capacitação profissional nos setores que a federação representa.

Ele destaca a falta de profissionais qualificados e a lenta recuperação dos setores de eventos e serviços como os principais desafios da economia no Distrito Federal, que ainda sofre com os efeitos da pandemia de covid-19 quase cinco anos após o lockdown.

Como está o cenário atual do comércio, serviços e turismo no Distrito Federal?

O setor apresenta crescimento. Apesar de uma pequena queda no varejo em outubro, no acumulado de janeiro a novembro de 2025 houve um avanço de 4%, e a expectativa é que o resultado de dezembro aumente ainda mais esse desempenho, ficando acima da média nacional. Contudo, o setor de serviços sofreu uma queda de 3,4% em outubro, o que preocupa.

Quais setores ainda enfrentam dificuldades na recuperação pós-pandemia?

Bares, restaurantes, turismo e eventos são os que mais sentem os impactos do período de fechamento. Apesar de estarem se recuperando gradualmente, ainda levam tempo para retornar à normalidade, possivelmente até 2029.

Há setores que se recuperaram melhor?

Sim, mas os mais afetados ainda enfrentam desafios para se restabelecer completamente devido ao longo período sem faturamento e despesas como aluguel.

Como o crescimento do Distrito Federal tem se modificado em relação ao funcionalismo público?

O Distrito Federal está equilibrando sua economia, com quase 50% do PIB vindo de setores como serviços e turismo, que crescem a cada ano, diminuindo a dependência do funcionalismo público. Isso contribui para um crescimento mais sólido, pois os salários do funcionalismo são garantidos, criando estabilidade econômica.

Qual é a principal contribuição da Fecomércio para a economia local?

A principal contribuição é a qualificação profissional, por meio do Senac. Novos polos de ensino têm sido abertos em cidades-satélites como Candangolândia, Brazlândia, São Sebastião e Planaltina, ampliando o acesso à capacitação para atender a demanda do mercado.

Os salários dos trabalhadores têm acompanhado o crescimento?

Setores com profissionais qualificados geralmente oferecem melhores remunerações. A Federação do Comércio orienta a valorização da qualificação, o que propicia melhores oportunidades de emprego, promoção e aumento salarial.

Quais avanços se destacam na gestão atual?

Foram realizadas importantes conquistas como a maior unidade do Senai no Setor Comercial Sul, com mais de 5 mil alunos. Mudança das sedes administrativas para locais mais confortáveis e amplos, passando a contar com unidades próprias para Sesc e Senac. O número de credenciados no Sesc aumentou significativamente, de 179 mil para mais de 500 mil, e o Senac ampliou o número de alunos de 500 para 1.600. O Instituto Fecomércio também duplicou o número de jovens aprendizes.

O senhor pretende continuar à frente da Fecomércio?

Sim, busco reeleição para dar continuidade aos projetos e contribuir para o desenvolvimento econômico do Distrito Federal nos próximos anos.

Qual o maior desafio para a economia local atualmente?

A carência de mão de obra qualificada é o maior obstáculo. O Senac intensifica a formação, tendo realizado mais de 7 milhões de horas de aula e qualificado mais de 30 mil profissionais em 2025, além da requalificação de técnicos de enfermagem e parcerias com secretarias locais para reinserção no mercado de trabalho, incluindo requalificação de pessoas privadas de liberdade.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados