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Fernando Rodolfo diz que PRD-SD não decidiu apoio para governo de PE

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O deputado federal Fernando Rodolfo (PRD), recentemente nomeado presidente estadual da federação Renovação Solidária, composta pelos partidos PRD e Solidariedade (SD), declarou na última sexta-feira (27) que o grupo político ainda não definiu quem apoiará nas eleições para o governo de Pernambuco.

Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, o parlamentar explicou que, apesar de ser aliado da governadora Raquel Lyra (PSD), não pode impor sua opinião política dentro da federação. Ele acredita que a decisão da aliança deve refletir a vontade da maioria.

“Sou o presidente, não um ditador, e vamos discutir a aliança estadual quando for o momento adequado. Existem membros do grupo próximos de Raquel Lyra e outros que se identificam com João Campos. A maioria decidirá, ou até podemos optar pela neutralidade”, comentou Fernando Rodolfo, que, no exercício da presidência da federação, possui autonomia para organizar a chapa eleitoral em Pernambuco, priorizando eleger dois deputados federais.

Formação da chapa

Fernando Rodolfo também comentou sobre a composição da chapa da governadora Raquel Lyra. Para ele, seria vantajoso que a chefe do Executivo estadual incluísse candidatos de direita ou centro, já que esse eleitorado não se sente representado pelos nomes atuais.

“O eleitorado de direita é expressivo e não se sente confortável em apoiar uma chapa sem representantes dessa ala. Acredito que a governadora deveria garantir pelo menos uma vaga ao Senado a um candidato desse segmento”, avaliou o parlamentar.

Como possíveis nomes para compor a chapa majoritária de Raquel Lyra, ele citou os deputados federais Mendonça Filho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP), além do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil). Na visão de Fernando Rodolfo, esses políticos representam eleitores de direita e podem fortalecer a competitividade da chapa.

Recentemente, Miguel Coelho, que preside o União Brasil em Pernambuco, indicava apoio ao então prefeito do Recife, João Campos (PSB). Contudo, ao perder espaço na chapa do prefeito e testemunhar a sua legenda apoiar Raquel Lyra, ele mudou sua posição eleitoral. Fernando Rodolfo entende que esse passado não afetará o entusiasmo do eleitorado pela chapa da governadora.

“A dinâmica em Pernambuco difere da esfera nacional, pois as decisões políticas são tomadas conforme o contexto vigente. A reversão de posição de Miguel Coelho demonstra sua capacidade de diálogo”, argumentou o deputado.

Ele destacou que, pelo histórico familiar ligado à direita, Miguel Coelho pode contribuir ainda mais para fortalecer a chapa nesse segmento.

Considerações sobre o apoio de Lula

Fernando Rodolfo também expressou sua opinião sobre a busca de Raquel Lyra por um possível apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pontuando que essa pode não ser a estratégia mais eficaz para sua campanha. Por outro lado, ele defende que a governadora não deve manter uma posição indecisa, como ocorreu nas eleições de 2022.

“Observamos que o presidente Lula tem tido uma queda gradual em sua popularidade, o que pode impactar negativamente Raquel Lyra. Contudo, acredito que não podemos ficar indecisos, pois o eleitor merece conhecer claramente nosso posicionamento”, concluiu Fernando Rodolfo.

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