Economia
FGC atualiza data para garantias dos credores do Will Bank
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) fez uma correção sobre a data de referência para a garantia destinada a depositantes e investidores do Will Bank, após anúncio na última quarta-feira, 21.
A compra do Will Bank pelo Banco Master ocorreu em 30 de agosto de 2024, e não em 22 de agosto, como informado anteriormente. Por isso, a data limite para garantias está fixada em 31 de agosto de 2024.
Na quarta-feira, o FGC comunicou o início do processo de garantia para os clientes do Will Bank, instituição que entrou em liquidação extrajudicial com decisão do Banco Central naquela manhã.
Em seu comunicado, o FGC estima que a quantia a ser liberada deve alcançar aproximadamente R$ 6,3 bilhões, com base nos dados levantados em novembro do ano anterior. Contudo, o valor exato e o número de beneficiários dependerão das informações fornecidas pelo liquidante.
Como o Will Bank faz parte do grupo do Banco Master, que também foi liquidado em novembro, a situação financeira se torna mais complexa, pois alguns beneficiários podem já ter ultrapassado o limite da garantia.
Clientes que fizeram investimentos antes da aquisição pelo Banco Master em 2024 terão seus direitos mantidos.
A partir de 31 de agosto desse ano, para pessoas que tenham aplicações em ambas as instituições, os saldos serão agrupados considerando o CPF ou CNPJ, respeitando o teto de R$ 250 mil, conforme regra do FGC.
Caso o cliente já tenha recebido o reembolso integral, não haverá pagamento adicional pelo FGC. Até o momento, 448 mil dos 800 mil credores do Banco Master finalizaram seus pedidos de garantia. Os pagamentos começaram oficialmente na segunda-feira passada.
O FGC enfatiza que não existe um prazo legal definido para o início dos pagamentos, mas garante empenho para iniciá-los o quanto antes. Em outros processos similares, o prazo variou entre 30 e 60 dias.
O Banco Central determinou a liquidação do Will Bank logo após a Mastercard bloquear os cartões da fintech por não pagamento de dívidas. Como resultado, a Mastercard executou garantias e passou a deter parte das ações do Banco de Brasília (BRB) e da loja online de móveis Westwing.

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