Economia
FGC e entidades alertam sobre fraudes relacionadas às indenizações do Banco Master
Desde o início dos pagamentos realizados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), na última segunda-feira, dia 19, para correntistas e investidores com recursos no Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro do ano passado, têm surgido fraudes. O próprio FGC, junto a várias entidades do setor financeiro, emitiu um alerta neste sábado.
As fraudes recentes têm explorado indevidamente o nome do FGC, de bancos e órgãos públicos. Entre os golpes detectados estão:
- Envio de e-mails, mensagens e outras comunicações falsas que aparentam ser institucionais;
- Divulgação de links, sites e aplicativos falsos criados para coletar dados pessoais, bancários ou cadastrais;
- Pedidos de pagamentos antecipados sob falsas promessas de benefícios ou agilização de processos;
- Uso exploratório de ferramentas de recuperação de senha com mensagens contendo links maliciosos;
- Distribuição de aplicativos não oficiais em plataformas digitais, colocando em risco a segurança da informação.
O alerta recomenda que os clientes busquem sempre informações por meio dos canais oficiais. Em caso de dúvidas, devem entrar em contato diretamente com sua instituição financeira ou com os canais oficiais do FGC.
A prevenção dessas fraudes depende da atenção dos usuários para garantir a segurança e evitar prejuízos. As entidades envolvidas recomendam:
- Ter cautela ao aceitar ofertas de supostos prestadores de serviços;
- Não fornecer dados pessoais por canais não oficiais e não efetuar pagamentos para receber a garantia;
- Evitar clicar em links desconhecidos e baixar aplicativos apenas nas lojas oficiais.
Até a última sexta-feira, o FGC pagou R$ 26 bilhões em indenizações a 521 mil correntistas e investidores com recursos garantidos no Banco Master.
O volume de solicitações é intenso, aproximadamente 2,8 mil pedidos por hora via aplicativo, equivalendo a 46 pedidos por minuto.
Esse número representa cerca de 67,3% da base de clientes que receberão garantias pelo Fundo devido à liquidação do Banco Master.
Com a inclusão do Will Bank, outra instituição do mesmo grupo financeiro liquidada recentemente pelo BC, o total de indenizações deve chegar a R$ 47 bilhões.
A nota é assinada pelo FGC e por entidades como a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Zetta, que representa fintechs, bancos digitais e empresas de meios de pagamento.

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