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Filipinas anunciam estado de emergência por crise energética causada pela guerra no Oriente Médio

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O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos, declarou nesta terça-feira (24) um estado de emergência energética nacional em decorrência dos desafios no fornecimento de combustível e da instabilidade no setor energético provocados pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos declarando estado de emergência energética nacional devido ao conflito atual no Oriente Médio e ao risco iminente que isso representa para a oferta e estabilidade do abastecimento de energia no país”, disse Marcos em uma ordem executiva.

Nas Filipinas, com uma população de 116 milhões de habitantes, ocorrem conflitos periódicos, e o país depende fortemente da importação de hidrocarbonetos para manter suas usinas funcionando.

Os preços da energia nas Filipinas estão entre os mais altos da região.

Antes da declaração presidencial, a secretária de Energia, Sharon Garin, anunciou que o governo tentará aumentar a geração de eletricidade utilizando as usinas a carvão.

Atualmente, cerca de 60% da eletricidade no país é gerada a partir do carvão.

Garin explicou que o preço do gás natural liquefeito (GNL) subiu consideravelmente, o que pode levar a uma maior dependência temporária do carvão, apesar das suas elevadas emissões de carbono.

“Estamos em contato com as empresas responsáveis pelas usinas de carvão para avaliar o quanto elas podem ampliar sua produção”, afirmou Garin, acrescentando que essa é uma medida provisória que poderá ser encerrada a partir do dia 1º de abril, no mais breve possível.

“Se conseguirmos aplicar essa estratégia, teremos condições de controlar o aumento dos preços da eletricidade causados pela guerra no Oriente Médio”, concluiu.

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