Economia
Fim da escala 6×1 será compensado pela produtividade, diz Luiz Marinho
Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, declarou nesta sexta-feira, 13, que não haverá benefícios fiscais, como isenção de impostos, para o término da escala 6×1, apesar das preocupações do setor empresarial sobre o aumento dos custos com a redução da jornada de trabalho.
“A compensação virá do aumento da produtividade, e não por meio de isenções fiscais ou algo semelhante”, afirmou Marinho em entrevista antes de participar de um almoço organizado pelo Sescon-SP, sindicato representante das empresas de serviços contábeis.
O ministro argumentou que a redução da jornada contribuirá para que os trabalhadores sejam mais produtivos, pois haverá uma melhora na satisfação no ambiente de trabalho, o que resultará na diminuição do absenteísmo e do desgaste da saúde mental.
“Melhorando o ambiente de trabalho, a produtividade aumenta. Essa produtividade tende a compensar o impacto dos custos relacionados à redução da jornada sem corte salarial”, explicou Marinho. Ele enfatizou que a jornada 6×1 é rigorosa, especialmente para as mulheres, e que é necessário encontrar uma solução definitiva para eliminá-la.
Marinho destacou que a posição firme do governo é a de reduzir imediatamente a jornada semanal de 44 para 40 horas. Ele recomendou prudência caso o Congresso discuta reduzir para 36 horas sem um processo gradual. “O governo entende que não é viável passar para 36 horas imediatamente. Se o Congresso desejar essa discussão, sugerimos cautela, com fundamentos técnicos e um plano temporal para atingir as 36 horas.”
Concluindo, Marinho afirmou que a recomendação oficial do governo, embora a decisão final seja do Congresso, é implementar já a jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial, e com duas folgas semanais.

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