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Fim das ameaças: Primeiro-ministro da Groenlândia reage à pressão dos EUA

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“Chega!”, declarou o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielssen, nesta segunda-feira (5), respondendo à recente ameaça do presidente americano, Donald Trump, que insiste que a ilha ártica deveria ser parte dos Estados Unidos.

A intervenção militar dos EUA na Venezuela evidenciou o interesse de Trump nas enormes reservas de petróleo do país, causando preocupações em relação à Groenlândia, dada sua localização estratégica e suas vastas reservas minerais ainda inexploradas.

Trump afirmou que os Estados Unidos agora governam a Venezuela e explorarão suas grandes reservas de petróleo.

Apesar dos pedidos das autoridades da ilha e de Copenhague para respeitar a integridade territorial da Groenlândia, Trump manteve firme sua intenção de anexar a ilha.

A Groenlândia é um território autônomo da Dinamarca, rico em recursos naturais.

Segundo Trump, “Precisamos da Groenlândia para garantir nossa segurança nacional, e a Dinamarca não pode fazer isso”. Em declarações a bordo do Air Force One, ele ainda afirmou que as discussões sobre a Groenlândia acontecerão em breve.

Jens Frederik Nielssen respondeu com firmeza: “Chega de pressão, insinuações e fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo e a discussões, mas elas devem ocorrer pelos canais adequados e respeitando o direito internacional”.

Trump provocou preocupação entre líderes europeus com seu ataque a Caracas e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, agora detido em Nova York sob acusação de tráfico de drogas.

Na França, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Pascal Confavreux, declarou solidariedade à Dinamarca, afirmando que “as fronteiras não podem ser alteradas pela força”.

O presidente finlandês, Alexander Stubb, enfatizou que somente a Groenlândia e a Dinamarca podem decidir sobre o seu futuro, posição reforçada pelos líderes da Suécia e Noruega.

O Ministério das Relações Exteriores da China pediu aos EUA que parem de usar a “ameaça chinesa” para justificar ações em benefício próprio. Recentemente, Trump mencionou a presença de navios russos e chineses por toda a costa da Groenlândia.

Na rede X, Katie Miller, esposa do diretor-adjunto da Casa Branca, publicou uma imagem da Groenlândia com as cores da bandeira americana e a palavra “SOON”, reacendendo temores de anexação. Miller, que já trabalhou como assessora para Elon Musk, atualmente atua no setor privado.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, classificou a postagem como desrespeitosa, afirmando que “nosso país não está à venda e nosso futuro não é decidido por publicações em redes sociais”.

Mette Frederiksen também pediu a Washington que cesse as ameaças a seu aliado histórico, um território e povo que deixaram claro que não são mercadorias para venda. Ela ressaltou que a Dinamarca, incluindo as Ilhas Faroé e a Groenlândia, é membro da OTAN e conta com a proteção de segurança da aliança.

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