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Economia

Flávio apoia reformas e privatizações e evita falar sobre retorno do teto de gastos

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está na corrida para a Presidência, manifestou nesta quinta-feira (12) seu apoio à implementação de reformas importantes, como a administrativa e a eleitoral, porém não comentou se vai defender a reinstauração do teto de gastos caso vença as eleições.

“Precisamos realizar diversas reformas. Há a administrativa, a eleitoral e é fundamental revisar a reforma tributária realizada”, disse em entrevista ao programa Pânico da Jovem Pan.

Flávio destacou que pretende lutar por um governo mais enxuto, menos burocrático, que dê suporte para quem deseja trabalhar, incentivando uma postura empreendedora.

Teto de Gastos

O senador preferiu não se comprometer sobre a retomada do teto de gastos. “Prefiro não entrar em detalhes neste momento. Conto com uma equipe que estuda todas as possibilidades e logo tomaremos decisões. Nosso objetivo é garantir previsibilidade e incorporar as despesas no Orçamento”, afirmou.

Privatizações

Flávio reafirmou sua posição favorável às privatizações, porém ressaltou a necessidade de analisar caso a caso o que será privatizado. “Sou bastante a favor de privatizações porque a gestão privada tende a focar em resultados e qualidade dos serviços. Mas não dá para privatizar tudo sem critério”, avaliou.

Ele criticou a gestão das estatais sob governos anteriores, citando o exemplo dos Correios, que enfrentaram dificuldades mesmo sendo uma empresa com monopólio natural.

Destacou marcos importantes em saneamento básico e o incentivo às startups, e mencionou que o ex-presidente Jair Bolsonaro promoveu cortes na burocracia e cargos comissionados, além de estimular o ambiente de negócios no país.

O senador reforçou a importância de garantir confiança e simplificação para as empresas que atuam corretamente, com menos burocracia e fiscalização adequada.

Cortes

Flávio confirmou seu interesse em cortar gastos e reduzir impostos, porém não detalhou quais impostos serão alterados. “É um sistema complexo e interligado; retirar um imposto pode causar desequilíbrios em outras áreas”, explicou.

Além disso, criticou o elevado número de ministérios no governo atual, observando que isso dificulta o acompanhamento de resultados e a definição de metas efetivas.

Programas Sociais

O senador garantiu que os programas assistenciais como o Bolsa Família serão mantidos. “Vamos continuar apoiando quem precisa, garantindo acesso à alimentação para muitos brasileiros”, disse.

No entanto, salientou a importância de criar mecanismos para que os beneficiários possam sair gradualmente desses programas, como manter o benefício por um ou dois anos após conseguirem emprego.

Flávio destacou que o Brasil tem mais de 800 mil vagas disponíveis, principalmente em áreas de tecnologia e inteligência artificial, mas muitas pessoas não estão qualificadas para essas oportunidades. Ele sugeriu que, em vez de explorar a vulnerabilidade das pessoas, seria melhor investir em sua capacitação profissional.

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