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Flávio Bolsonaro apoia modelo forte de segurança de Bukele

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Flávio Bolsonaro, pré-candidato de direita nas eleições presidenciais de outubro, defendeu na quinta-feira (19) a construção de novos presídios e a redução da maioridade penal. Durante um evento no Rio de Janeiro, elogiou a política de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

Embora ainda não tenha iniciado sua campanha eleitoral, o senador adiantou suas propostas para combater o crime de forma mais rígida. Ele afirmou: “Precisamos construir muitos presídios”, estimando um déficit de 500.000 vagas no sistema prisional brasileiro. No Brasil, organizações criminosas como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) dominam territórios e lucram com o tráfico de drogas e outros crimes.

A insegurança é uma das grandes preocupações do público e uma crítica frequente contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é visto como permissivo por seus opositores.

Flávio Bolsonaro destacou o modelo de segurança implementado por Nayib Bukele, que ele conheceu pessoalmente no ano passado em El Salvador. “Vi de perto a grande mudança que ocorreram lá”, afirmou. “Em cinco anos, a taxa de homicídios caiu de 128 para 0,8 por 100.000 habitantes”, complementou.

No entanto, essa política de linha-dura é acompanhada de críticas por possíveis violações dos direitos humanos.

O senador disse ser favorável a reproduzir essa política no Brasil. “Não podemos tolerar adolescentes de 16 anos cometendo crimes graves. Defendo que a maioridade penal para crimes hediondos e estupros seja reduzida para 14 anos”, afirmou. Além disso, propôs a “castração química” para estupradores.

Empatado nas pesquisas com Lula para as eleições, Flávio Bolsonaro criticou o presidente por ser contra classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, posição defendida por seu grupo político. Segundo ele, Lula “tem medo de enfrentar as facções criminosas”. E ressaltou: “É vergonhoso que, ao discutir acordos internacionais contra crimes organizados, o Brasil não participe dessas iniciativas”.

O pré-candidato referia-se a uma aliança de 17 países liderada pelos Estados Unidos para combater cartéis de drogas nas Américas, da qual o Brasil não faz parte.

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