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Flávio Bolsonaro dificulta avanço do PSD, que enfrenta pressão para candidatura

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As recentes pesquisas eleitorais indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) são os nomes favoritos na disputa presidencial. Entretanto, os três pré-candidatos do PSD indicados pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab, ainda não demonstraram competitividade significativa para a eleição.

O PSD planeja anunciar o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como pré-candidato à presidência na próxima semana. Esse anúncio é interpretado internamente e por outros partidos como um ajuste estratégico feito por Kassab devido ao crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

Inicialmente, Kassab indicou que a escolha seria divulgada em 15 de abril, mas a data foi antecipada. No que tange às alianças nacionais, o PSD ainda não firmou acordos significativos com outras legendas, e a formação de palanques regionais segue incerta.

Kassab afirma que os acordos só começarão após a definição do candidato. Além de Ratinho, o partido considera também os governadores Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO).

O candidato do PSD enfrentará desvantagens em relação a Lula e Flávio Bolsonaro e corre o risco de não ter palanques nos principais colégios eleitorais do país. Por exemplo, o PSD do Rio de Janeiro e da Bahia apoia Lula, enquanto o PSD de Minas Gerais está alinhado ao bolsonarismo.

Em São Paulo, estado de Kassab, o partido não dispõe de palanque, pois apoia o governador Tarcisio de Freitas (Republicanos), que sustenta Flávio. Recentemente, o PL do Paraná desistiu do apoio ao PSD e firmou aliança com Flávio Bolsonaro.

O PSD busca uma aliança nacional com o MDB e o Republicanos, mas sem acordos definidos. No Republicanos, um acordo com o PSD não é prioridade, e no MDB, embora haja aproximação nas cúpulas, o partido está dividido sem decisão tomada.

No evento em São Paulo, Kassab minimizou as dificuldades, afirmando que alianças não são prioridade e que o cenário partidário é fragmentado, com interesses próprios.

Mesmo entre os pré-candidatos do PSD, há aproximação com Flávio Bolsonaro. Caiado e Ratinho já tiveram o PL como base em seus estados, embora enfrentem desafios para alianças. Espera-se que possam apoiar Flávio em um eventual segundo turno contra Lula. Leite é o único sem afinidade com o bolsonarismo.

Uma complicação para Ratinho é a aliança rompida com o PL na eleição estadual e um possível apoio a Flávio está indefinido. O governador também está insatisfeito com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro a um adversário na eleição municipal de Curitiba.

A campanha de Flávio tentou atrair Ratinho e Caiado com a força do PL nos estados, buscando uma aproximação nacional no primeiro turno.

No Goiás, Caiado apoia o vice-governador Daniel Vilela (MDB) para governador, concorrendo com o senador Wilder Morais (PL). A tentativa da campanha de Flávio de unir PL e Caiado ainda não se concretizou.

No Rio Grande do Sul, o PL lançou o deputado Zucco para governador, enfraquecendo a base de Eduardo Leite, que apoia o vice Gabriel Souza (MDB). A futura federação União Brasil-PP ameaça não apoiar Souza e sim Zucco.

No segundo turno, Caiado e Ratinho podem apoiar Flávio, enquanto Leite se distancia do bolsonarismo e não deve apoiar o PL.

Enquanto o PSD ainda não define seu candidato, o PL avança para ser a principal opção de direita. A federação União Brasil-PP ainda não decidiu sua posição, mas o presidente do PP, Ciro Nogueira, participa das negociações da campanha de Flávio e sugere que Ratinho possa ser vice de Flávio.

Apesar disso, Kassab resiste a apoiar o senador do PL e mantém a candidatura própria.

Um encontro entre Ratinho e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RJ), coordenador da campanha de Flávio, tratou do palanque no Paraná, e Ratinho foi sugerido como vice.

O PL tentou pressionar Ratinho a desistir da candidatura presidencial e apoiar Flávio no primeiro turno, oferecendo apoio na disputa estadual. No entanto, Ratinho manteve a candidatura, e o PL decidiu apoiar o senador Sérgio Moro (União Brasil) para governador, adversário do candidato do PSD no Paraná.

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