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Flávio Bolsonaro escolhe ex-ministra do TSE que já defendeu Lula para equipe jurídica
A equipe jurídica da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência está formada com a nomeação de Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet como coordenadores da área. A estratégia legal será liderada pela ex-ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indicada por Jair Bolsonaro em 2021.
Durante sua trajetória, Maria Claudia Bucchianeri defendeu políticos importantes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Arthur Lira (PP). Tracy Reinaldet, especializado em direito penal e atuando em Curitiba, ganhou destaque nacional após realizar acordos de delação premiada na operação Lava Jato.
Perfil dos advogados da campanha
Maria Claudia Bucchianeri
Com apoio do então presidente da Câmara, Arthur Lira, e da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure), Maria Claudia foi nomeada ministra substituta do TSE por Jair Bolsonaro em 2021, cargo que ocupou até 2023. Ela também foi assessora-chefe da presidência do TSE durante a gestão do ministro Ayres Britto.
Em 2020, atuou na campanha eleitoral de Arthur Lira para a presidência da Câmara dos Deputados e defendeu o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 2018, representou Lula no TSE para assegurar o registro da sua candidatura presidencial, apesar da inelegibilidade.
Tracy Reinaldet
Reinaldet conquistou reconhecimento nacional na Operação Lava Jato ao negociar acordos de delação premiada com figuras como o doleiro Alberto Youssef e o ex-ministro Antonio Palocci. Ele é responsável por centralizar questões jurídicas da campanha de Flávio Bolsonaro, coordenando respostas à imprensa e orientando os diretórios estaduais do PL.
No último mês, uma decisão da Justiça Eleitoral favoreceu Flávio Bolsonaro ao ordenar a remoção de uma postagem que relacionava o senador a um escândalo financeiro. Além disso, a Justiça suspendeu a obrigação de retirar uma publicação do pré-candidato na rede social X, onde ele chamou o PT de “Partido dos Traficantes”.
Anteriormente, o PT havia solicitado a remoção da publicação por tutela de urgência, mas o desembargador Eustáquio de Castro entendeu que não havia evidências suficientes de dano contínuo causado pela postagem, não sendo necessária a remoção imediata.

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