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Flávio Bolsonaro mira Nordeste e escolhe ex-ministro para coordenar campanha
Em posição desfavorável comparado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) optou por nomear um representante local, o senador Rogério Marinho (PL-RN), para liderar sua pré-campanha à presidência.
Essa decisão, tomada após solicitação do ex-presidente Jair Bolsonaro a seu ex-ministro do Desenvolvimento Regional, indica que o grupo bolsonarista pretende dar maior atenção a essa região tradicionalmente dominada pelo PT nas eleições.
A pesquisa mais recente Genial/Quaest revelou a dificuldade enfrentada no Nordeste, onde o pai de Flávio Bolsonaro ficou atrás dos candidatos do PT nas eleições de 2018 e 2022. Conforme o levantamento, Lula detém mais de 60% da preferência dos eleitores no Nordeste, enquanto Flávio obteve índices entre 13% e 15%, dependendo do cenário.
O desempenho do senador do PL no Nordeste é inferior ao registrado em outras áreas do país. No Sudeste, ele apresenta empate técnico com o atual presidente, enquanto no Sul, Centro-Oeste e Norte, Flávio Bolsonaro chega a liderar frente a Lula.
Rogério Marinho anunciou que desistiu de concorrer ao governo do Rio Grande do Norte para atender ao pedido de Jair Bolsonaro e se dedicar à campanha de seu filho com o objetivo de “resgatar o Brasil”. A defesa do ex-presidente solicitou autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que Marinho possa visitá-lo na prisão.
Marinho explicou que sua decisão foi motivada por sentimentos de gratidão, solidariedade e lealdade ao ex-presidente e destacou que derrotar o PT é uma necessidade histórica para o país.
Um vídeo divulgado mostra Flávio Bolsonaro agradecendo a Rogério Marinho pela desistência da candidatura em prol da coordenação da sua campanha, classificando a escolha como um gesto pelo Brasil. Segundo Flávio, o Rio Grande do Norte oferece um dos principais políticos nacionais para contribuir na recuperação do país.
O pré-candidato destacou que, com o apoio de Marinho, o estado será ainda mais beneficiado em seu plano de governo e enfatizou o compromisso de conduzir um trabalho grandioso por todo o Brasil a partir de 2027.
Rogério Marinho era visto como a principal opção do bolsonarismo para o governo do Rio Grande do Norte, estado onde a disputa eleitoral está intensa, incluindo eleição para mandato-tampão em abril, decorrente da provável saída da governadora Fátima Bezerra (PT) para concorrer ao Senado.
Essa eleição especial ocorrerá após a renúncia do vice-governador Walter Alves (MDB), que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa, onde o PL, sob liderança de Marinho, detém um terço das cadeiras, exercendo influência significativa na definição da futura liderança do estado.

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