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Flávio critica Lula por cancelar viagem à posse no Chile
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou nesta quarta-feira sua desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por abandonar a viagem ao Chile para participar da cerimônia de posse do presidente eleito, José Antonio Kast. Para o senador, o presidente brasileiro agiu de maneira limitada ao desistir de comparecer ao evento, principalmente após confirmar que também estaria presente.
A declaração foi feita por Flávio aos jornalistas na escadaria do Congresso chileno, em Valparaíso, logo após a posse de Kast.
— O Lula agiu de forma pequena com essa atitude, pois não aceita conviver com pessoas que têm opiniões diferentes das suas. O Chile é um parceiro comercial estratégico para o Brasil, além de ser uma possível rota para o Oceano Pacífico com o corredor bioceânico. Assim, ele deixa de defender os interesses do povo brasileiro colocando questões pessoais, como birra e rancor, acima de tudo — declarou.
O senador também fez uma comparação entre o presidente brasileiro e o chileno.
— O presidente Kast demonstra muito mais liderança do que o Lula. Se eu fosse ele, já estaria descansando, porque já fez o que tinha para fazer no Brasil — afirmou.
Em entrevista ao canal chileno 24 Horas, da emissora pública TVN, Flávio Bolsonaro já havia criticado Lula, dizendo que ele “não respeita opiniões divergentes” e fala “com muito ódio e ressentimento no coração”.
A desistência da viagem do presidente brasileiro ocorreu após o governo chileno convidar o senador para a cerimônia. Lula considerou a presença de Flávio na posse uma “indelicadeza”.
Durante a estada no Chile, o senador comentou também a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso sob acusação de tentativa de golpe de Estado. Segundo o parlamentar, o ex-mandatário tem uma mente forte e está ciente do que acontece no país.
— Vamos trabalhar para que ele saia dessa situação o mais rápido possível, e a justiça será feita em relação ao presidente Bolsonaro — declarou.
A posse de José Antonio Kast representa uma mudança significativa no cenário político chileno. O novo líder é visto como o político mais alinhado à direita a assumir o comando do Chile desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973–1990). A cerimônia marca o encerramento dos quatro anos do governo de Gabriel Boric, um representante da esquerda e aliado político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na América do Sul.

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