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Flávio critica Macron e minimiza recuo de Trump

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o mandatário francês, Emmanuel Macron, durante entrevista concedida nesta segunda-feira a um canal televisivo ligado à extrema direita da França. Com duras críticas a adversários políticos e ao Supremo Tribunal Federal (STF), o pré-candidato à Presidência afirmou que o Brasil não vive uma democracia plena e alegou que seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado por seus inimigos.

Além da entrevista, Flávio se encontrou com a deputada europeia Marion Maréchal, sobrinha da pré-candidata à Presidência da França, Marine Le Pen, líder do partido Reunião Nacional (RN), uma das principais figuras da extrema direita no país. Esses compromissos fazem parte de uma agenda internacional do pré-candidato, que busca fortalecer seu alinhamento com líderes conservadores globais e ampliar sua visibilidade na disputa presidencial.

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro destacou que o Brasil precisa de soluções modernas. Ele mencionou o escândalo de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tentando associá-lo ao governo Lula. O senador também expressou a expectativa de que ambos os países tenham novos líderes no próximo ano e chamou Macron de ‘incompetente’.

“O Brasil não aguenta mais quatro anos sob um governo de extrema esquerda. Da mesma forma que a França não suporta um mandato de um governo marcado pela extrema incompetência, como o de Emmanuel Macron, que tem causado muitos prejuízos ao país”, declarou o senador, referindo-se à eleição francesa de 2027, na qual o atual presidente não poderá concorrer.

Flávio afirmou que Macron visitou o Brasil apenas para registrar fotos abraçando árvores na Amazônia, região que o presidente francês destacou como mais preservada durante o governo Jair Bolsonaro, sem apresentar dados concretos.

A apresentadora Christine Kelly apontou Flávio como favorito para a eleição presidencial de 2026, embora ele esteja em segundo lugar nas pesquisas. Quando questionado sobre a decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o ministro do STF Alexandre de Moraes da lista de sancionados pela Lei Magnitsky, o senador minimizou o gesto.

“O presidente Trump entende a importância geopolítica do Brasil e precisa manter boas relações com o país, independentemente de quem seja o presidente”, disse.

Flávio também defendeu o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que enfrenta críticas na França, considerando-o um avanço que não prejudicará os produtores franceses.

Em publicações no X, Flávio divulgou trechos da entrevista e a foto de seu encontro com Marion Maréchal, a quem chamou de jovem liderança da direita conservadora na França. Eles discutiram preocupações comuns entre Europa e Brasil, como a insegurança, a agenda progressista (‘agenda woke’) e o ativismo judicial, que seria uma suposta interferência excessiva do Judiciário em outras áreas dos Poderes.

Desde o começo do ano, Flávio visitou países como Israel, Catar e Emirados Árabes, e pretende continuar uma série de viagens internacionais antes de retornar ao Brasil para enfrentar os desafios em sua pré-candidatura, que enfrenta resistência e divisões na oposição.

Durante essa agenda, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pediu maior apoio entre bolsonaristas e a direita para a campanha do irmão. Pelo X, Eduardo afirmou que ambos foram tratados com respeito por líderes das Américas e do Oriente Médio, e ressaltou a importância de sua pré-candidatura para encaminhar o Brasil para longe da pobreza sob a gestão Lula. Ele também criticou membros do mesmo espectro político que não apoiaram o esforço do clã nos últimos dois meses.

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