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Flávio propõe mandato único e começa diálogo com partidos

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira que, se eleito presidente em 2026, cumprirá apenas um mandato. A declaração foi feita em entrevista coletiva após encontro com a bancada do PL.

Esta iniciativa integra a estratégia para fortalecer o diálogo com partidos de centro e direita, buscando diminuir resistências à sua possível candidatura.

Após a reunião, Flávio revelou ter apresentado uma proposta de emenda constitucional que elimina a reeleição para cargos executivos. O documento está em fase de coleta de assinaturas para formalização no Senado.

— Pedi apoio para divulgar nossas bandeiras. Apresentei uma PEC para confirmar que o presidente da República deve exercer apenas um mandato — explicou.

A proposta prevê que quem exercer a presidência ficará inelegível para o mandato seguinte, voltando ao modelo anterior à emenda de 1997 que permitiu reeleição. Segundo o senador, o sistema atual cria um “estado permanente de eleição”, o que pode levar governantes a priorizar interesses eleitorais em detrimento das decisões administrativas, e compromete o princípio da alternância no poder.

O mandato único tem sido explorado por aliados como argumento para negociações com outras siglas, em momento que o PL busca ampliar suas parcerias além dos segmentos mais próximos ao bolsonarismo.

Valdemar Costa Neto, presidente do partido, indicou que Flávio iniciará uma rodada mais ampla de conversas, tendo já dialogado com PP e União Brasil, e buscando avançar com outras legendas de centro e direita, incluindo Republicanos.

O anúncio aconteceu após diversas reuniões internas do PL, incluindo um encontro reservado em Santa Catarina para definir estratégias eleitorais para 2026.

Participaram da reunião o governador Jorginho Mello (PL), a deputada federal Carol De Toni (PL-SC), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Valdemar.

Foi decidido que Carol De Toni e Carlos Bolsonaro serão os candidatos bolsonaristas ao Senado em Santa Catarina.

Essa decisão encerra um período de tensão interna no PL de Santa Catarina, onde inicialmente o grupo do governador defendia que o senador Esperidião Amin (PP) tentasse reeleição, em acordo com a federação União Brasil-PP.

A mudança ocorreu devido à pressão do núcleo bolsonarista e da deputada Carol De Toni, que ameaçou deixar o partido diante da indefinição sobre sua candidatura. Segundo aliados, o ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou enquanto estava preso na Papuda que Carol De Toni seria sua candidata ao Senado por Santa Catarina, o que consolidou a decisão do PL e abriu espaço para Carlos Bolsonaro na chapa.

O governador Jorginho Mello afirmou que a chapa está fechada e que o próximo passo será buscar alianças com outros partidos.

— A chapa está definida, agora vamos trabalhar para compor coligações com outras legendas — concluiu.

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