Economia
Fracassar não é o fim: siga firme nos concursos
Ser eliminado em um concurso pode desanimar até mesmo os candidatos mais resistentes. A aprovação traz segurança e estabilidade, então ser reprovado pode parecer um grande desânimo. Porém, essa visão não corresponde ao real papel que essa fase representa no desenvolvimento dos estudantes.
André Albuquerque, professor de direito administrativo para concursos, diz que “a reprovação não é o maior problema. Ela faz parte do processo natural, já que a aprovação é resultado do acúmulo de experiência, maturidade e ajustes ao longo da jornada”. Para ele, a reprovação, apesar de não ser o cenário ideal, pode ser uma aliada importante para a evolução emocional e técnica do concurseiro.
Experiência pessoal
Karliane Pereira é funcionária pública e concurseira desde os 17 anos. Durante sua trajetória, enfrentou aproximadamente dezessete reprovações. Hoje, aos 34 anos, ela não sofre mais por essas situações. Karliane encara cada etapa como uma oportunidade de testar seus conhecimentos e identificar aspectos que podem ser aprimorados.
“Entendo que concursos demandam tempo, paciência e técnica. É essencial reconhecer nossas capacidades e nossos pontos fracos”, compartilha Karliane, que atua como oficial de Justiça no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Questões emocionais
Por outro lado, o psicólogo clínico Gabriel Ângelo observa que muitas pessoas ainda encaram a reprovação como um fracasso absoluto, e não como um erro solucionável. Esses candidatos frequentemente usam métodos de estudo rigorosos, onde cada equívoco resulta em isolamento social e diminuição do lazer.
“A questão vai além de ‘como estudar melhor’ e passa a ser ‘como me relacionar comigo mesmo diante dos erros?’”, explica o psicólogo.
Tomando decisões
Quem não tem paciência após a reprovação pode tomar decisões precipitadas, como abandonar os estudos.
Gabriel Ângelo aconselha que o concurseiro reflita sobre a origem dessa vontade de desistir: se é uma pausa para se reorganizar ou uma fuga da dor. Buscar uma rede de apoio para dividir esse momento é fundamental.
Após um momento de descanso e análise, o estudante deve avaliar seu desempenho no último concurso. André Albuquerque destaca que “quem não analisa a prova tende a repetir os mesmos erros”. A reprovação permite conhecer o nível real da prova, identificar pontos fracos e entender como o emocional funciona sob pressão.
Se as falhas forem causadas pela falta de estudo em determinados temas, é importante buscar provas anteriores da banca e identificar os assuntos mais frequentes. Problemas também podem surgir da maneira como os estudos são organizados. Nesses casos, é recomendável mudar os métodos e materiais usados.
Karliane Pereira explica que sempre se questiona: ‘Errei porque não domino o conteúdo? Ou porque interpretei errado? Ou será que foi um tema pouco cobrado que a banca colocou para causar dúvida?’

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