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França rejeita método usado para destituir Maduro

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O presidente francês, Emmanuel Macron, comunicou a seus ministros nesta segunda-feira (5) que a França não apoia nem concorda com a forma empregada pelos Estados Unidos para capturar o líder venezuelano Nicolás Maduro, conforme declarou a porta-voz do governo, Maud Bregeon.

Esta foi a primeira vez que Macron comenta sobre o procedimento adotado por Washington, depois de críticas por sua reação inicial no sábado, quando mencionou que o povo da Venezuela poderia se alegrar com o fim da ditadura de Maduro e pediu uma transição pacífica.

Em nova declaração nesta segunda-feira, o presidente reiterou que Maduro é um ditador e que sua saída representa uma notícia positiva para os venezuelanos, destacando que a França valoriza o direito internacional e a liberdade dos povos, conforme complementou Bregeon.

Macron também defendeu que o vencedor das eleições presidenciais de 2024 deverá ter um papel importante na transição política, referindo-se ao líder opositor Edmundo González Urrutia, que é reconhecido como presidente eleito pela França, apesar de Maduro reivindicar a vitória.

De acordo com Bregeon, a França apoia a soberania popular, que já se manifestou em 2024.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem sido alvo de críticas por afirmar repetidamente que Washington agora controla a Venezuela após a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, na madrugada de sábado.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou estar disponível para colaborar com o governo de Trump, defendendo uma relação equilibrada e respeitosa entre os países.

Maduro está encarcerado em uma prisão em Nova York, aguardando audiência e julgamento nesta segunda-feira, acusado nos Estados Unidos por tráfico de drogas e terrorismo.

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