Centro-Oeste
GDF e MIDR plantam 22 mil mudas para proteger nascentes na Serrinha do Paranoá
O Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e o Instituto Oca do Sol, começou o plantio de 22 mil mudas de árvores nativas do Cerrado na Serrinha do Paranoá. Esta ação faz parte de um plano para recuperar a vegetação da região, proteger 119 nascentes indicadas e ajudar a manter a água do Distrito Federal.
O projeto é resultado de um acordo entre a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri-DF), o MIDR, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH), e o Instituto Oca do Sol. O trabalho tem duas fases: a primeira avaliou as nascentes e suas condições, e a segunda é o plantio e cuidado das mudas. Das 119 nascentes, 78 precisam de recuperação imediata.
As mudas foram produzidas na Granja do Ipê, pela Seagri-DF, e serão plantadas em locais escolhidos durante o período das chuvas para melhor crescimento. Além do plantio, o projeto inclui a proteção das áreas com cercas, controle de pragas, adubação, preparação do solo para prevenir queimadas e acompanhamento por dois anos para garantir que as árvores cresçam saudáveis.
Rafael Bueno, secretário, ressaltou a importância da ação para o Distrito Federal, destacando o benefício para os produtores rurais da Serrinha do Paranoá, o Lago Paranoá e o abastecimento de água da capital. Cleison Duval, presidente da Emater-DF, reforçou o valor da região que possui dez núcleos rurais e é fundamental para a água do Lago Paranoá.
Nelton Miguel Friedrich, diretor do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas da SNSH, elogiou a colaboração entre órgãos federais, chamando a Serrinha de exemplo de sustentabilidade que envolve aspectos econômicos, sociais, ambientais e culturais. A presidente do Instituto Oca do Sol, Sol Udry, destacou a importância do trabalho para evitar a erosão e a urbanização excessiva, fortalecendo a região como produtora de água.
Maria Consolacion Fernandez, do Instituto Oca do Sol, comentou que o projeto continua um trabalho iniciado em 2015 com a tecnologia social Guardiões das Nascentes, que mapeou mais de 100 nascentes. Também serão feitas ações educativas para garantir a proteção da água a longo prazo, beneficiando os nove córregos locais e a população de Brasília.

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