Centro-Oeste
GDF oferece passagens a pessoas vulneráveis para reencontrar a família
A quebra ou enfraquecimento dos laços familiares é um dos motivos que levam pessoas a situações de extrema vulnerabilidade. Conflitos dentro da família, falta de rede de apoio ou mudanças em busca de emprego muitas vezes fazem com que essas pessoas fiquem nas ruas. Para ajudar, o Governo do Distrito Federal (GDF) disponibiliza passagens interestaduais para quem deseja voltar ao seu estado de origem.
De acordo com a Portaria nº 266, de 4 de dezembro de 2018, esse serviço faz parte da política de assistência social do DF. A passagem é liberada após avaliação técnica e um atendimento cuidadoso, sempre respeitando a autonomia e o direito de ir e vir de cada pessoa. O processo é voluntário, sem imposições ou constrangimentos.
Gustavo Rocha, chefe da Casa Civil e coordenador do Plano de Ação para a População em Situação de Rua, destaca que muitas vezes o desejo de retornar ao local de origem surge da própria pessoa. “Em alguns casos, o afastamento familiar foi causado por uma migração sem suporte ou por desentendimentos que podem ser reconsiderados com o tempo. Quando a pessoa quer retomar esses vínculos, a passagem é uma forma de ajudar nesse processo”, explica.
Gustavo Rocha ressalta que o plano visa ampliar as opções na política social, proporcionando respostas baseadas em análise técnica e escuta qualificada. A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, frisa que o atendimento é feito de forma individual. “A passagem só é oferecida quando a pessoa demonstra vontade e há referência familiar ou comunitária no destino”, informa.
Esse serviço é parte de um conjunto maior de ações, como orientações e acompanhamento. Em 2024, o GDF concedeu 1.001 passagens, com maior número em setembro (139) e outubro (120). Até dezembro de 2025, foram entregues 778 benefícios.
A ação integra o Plano de Ação para a População em Situação de Rua, oficializado em 27 de maio de 2024. Atividades semanais acontecem em diversas regiões administrativas, em conjunto com programas como Acolhe DF, Hotel Social, restaurantes comunitários e Ação Contra o Frio. Ana Paula Marra reforça que o principal objetivo é garantir informação, autonomia e respeito à decisão de cada pessoa.

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