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Governadores do Rio afastados nos últimos 30 anos
Condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, Cláudio Castro, ex-governador do Rio e pré-candidato ao Senado, passa a integrar o grupo de governadores do estado que foram presos, cassados ou destituídos nos últimos 30 anos.
Castro renunciou ao cargo na véspera do julgamento numa tentativa de evitar sua remoção. Contudo, o TSE, respaldado no voto da ministra relatora Isabel Gallotti, ratificou sua cassação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, tornando-o inelegível pelos próximos oito anos.
O seu antecessor, Wilson Witzel, caiu por impeachment devido a suspeitas de irregularidades em contratos durante a pandemia da Covid-19. Outros governadores anteriores também enfrentaram prisão e condenações após deixarem o governo.
Governadores afetados
- Wilson Witzel (2019-2021), destituído por crime de responsabilidade, acusado de fraude em aquisições públicas; cumpre inelegibilidade até 2024 e já anunciou pré-candidatura.
- Luiz Fernando Pezão (2015-2018), preso em 2018 por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, em ligação com a Lava Jato.
- Sérgio Cabral (2007-2014), alvo de múltiplas acusações criminais, com condenações que somam mais de 430 anos, incluindo lavagem de dinheiro e corrupção.
- Rosinha Garotinho (2003-2006), presa sob acusação de integrar organização criminosa que financiava campanhas ilegais.
- Anthony Garotinho (1999-2002), condenado por corrupção eleitoral em investigação da Operação Chequinho.
- Moreira Franco (1987-1991), preso breve tempo em 2019 pela Lava Jato, absolvido posteriormente por falta de provas; condenado em 2017 por desvio de recursos públicos.
Esquema envolvendo Castro
As investigações apontam que Castro utilizou ilegalmente a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para contratar aliados políticos sem processos seletivos, financiando sua base eleitoral. Foram identificadas cerca de 27 mil contratações questionáveis, resultando em inelegibilidade por oito anos.
Em 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) não comprovou abusos, mas o Ministério Público Eleitoral recorreu ao TSE. Em 2025, o TSE julgou procedente a acusação, confirmando a cassação e inelegibilidade, mesmo após a renúncia de Castro.
Quem governa agora?
Com a renúncia do ex-governador, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, assumiu provisoriamente o governo, já que o vice-governador e o presidente da Assembleia Legislativa foram afastados ou mudaram de cargo. Uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa elegerá um novo governador que cumprirá mandato até o final do ano, podendo disputar as eleições ordinárias de outubro.


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