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Governadores e candidatos do PSD evitam apoio público à candidatura de Caiado à Presidência

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Anunciado como o pré-candidato do PSD à presidência na segunda-feira (30), Ronaldo Caiado enfrenta o desafio de conquistar não apenas o voto dos eleitores até outubro, mas também o apoio dentro do próprio partido.

O lançamento da candidatura do governador de Goiás para a presidência foi recebido com silêncio por governadores e candidatos ao governo estadual do PSD, muitos dos quais já estão alinhados com adversários competitivos como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).

Caiado foi confirmado como pré-candidato após a desistência recente do governador do Paraná, Ratinho Junior, único chefe do Executivo estadual do PSD que declarou apoio imediato a ele nas redes sociais.

A decisão não agradou ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que deixou o PSDB para entrar no PSD. Segundo ele, a escolha provavelmente manterá o clima de divisão política no país, embora haja um desejo latente por uma alternativa mais equilibrada.

Nem Leite nem Ratinho Junior estiveram presentes no anúncio oficial, apesar de inicialmente apoiarem estar unidos no projeto independentemente do resultado.

No dia seguinte, Leite adotou um tom mais conciliador, afirmando ter conversado com Caiado e reconhecendo que, apesar de diferenças, também existem muitas convergências entre eles.

Outros quatro governadores do PSD, Raquel Lyra (Pernambuco), Marcos Rocha (Rondônia), Fábio Mitidieri (Sergipe) e Mateus Simões (Minas Gerais), não comentaram a indicação de Caiado nas redes sociais.

Fábio Mitidieri já declarou apoio público a Lula neste pleito. Raquel Lyra, que migrou do PSDB ao PSD para se aproximar do governo petista aliado ao rival João Campos, deve manter uma postura neutra na eleição. Já Mateus Simões declarou apoio a Romeu Zema.

Essa falta de posicionamento também é percebida entre candidatos do PSD aos governos estaduais, como o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que concorrerá ao governo local em parceria com o PT. O apoio do PT também foi oficializado para candidatos do PSD em estados como Amazonas e Mato Grosso.

Além disso, os líderes do PT na Câmara e no Senado mantiveram silêncio nas redes sociais; o deputado Antônio Brito (BA) e a senadora Eliziane Gama (MA) são próximos do PT e do PSD.

Caiado ingressou no PSD apenas este ano, após sua saída do União Brasil, diante da possibilidade de seu antigo partido não lançar um candidato próprio para o Executivo federal.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, tenta posicionar a candidatura em um meio-termo entre Lula e Flávio Bolsonaro, que dominam as pesquisas eleitorais. Contudo, a trajetória de Caiado — marcada por embates com a esquerda e por suas ligações com a direita ruralista — gera incertezas quanto à sua capacidade de desempenhar esse papel conciliador.

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