Economia
Governo aumenta imposto para proteger a indústria nacional
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, anunciou nesta quarta-feira o aumento do Imposto de Importação para cerca de 1,2 mil produtos, entre eles celulares, televisores, computadores e equipamentos usados em centros de dados, como CPUs.
A iniciativa, que começou a valer no início do mês e deve permanecer até março, tem o objetivo de resguardar a indústria nacional diante do crescimento das compras de produtos estrangeiros. Esse aumento pode chegar até 7,2 pontos percentuais, dependendo do tipo de produto.
Haddad explicou: “Mais de 90% desses produtos são fabricados no Brasil, o que significa que seguem as leis brasileiras, e essa medida visa proteger a produção nacional.”
Ele também acrescentou que, caso uma empresa asiática, por exemplo, esteja vendendo seus produtos no Brasil a preços muito baixos devido a dificuldades de vendas em outras regiões, como Europa e Estados Unidos, essa empresa deverá optar por produzir localmente para poder competir.
Indagado sobre a possibilidade de reverter o aumento, criticado pela oposição, o ministro frisou que a medida combate o comércio internacional injusto e oferece ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior a flexibilidade para fazer ajustes, incluindo a possibilidade de zerar a tarifa quando necessário.
“O foco é atrair essas empresas para produzir em território nacional. Portanto, não há impacto nos preços, apenas proteção para a indústria local”, afirmou Haddad.
A aprovação foi feita na Câmara de Comércio Exterior, elevando o Imposto de Importação para 1.252 produtos, incluindo equipamentos eletrônicos, computadores, celulares, componentes eletrônicos e máquinas. Os novos impostos atingem produtos que também são fabricados no Brasil, enquanto itens sem produção nacional continuam com tarifa zero.
Por outro lado, importadores manifestaram preocupação com o aumento, alertando para possíveis elevações nos preços, custos maiores para investimentos e desafios no fornecimento de insumos, especialmente em setores que exigem tecnologia avançada.
De acordo com representantes dos setores afetados, o aumento das tarifas pode gerar custos maiores na cadeia produtiva, prejudicar a competitividade das empresas e dificultar a modernização que depende de equipamentos importados. Entretanto, o governo destaca que mecanismos especiais e exceções ajudam a minimizar esses efeitos.

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