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Governo cria duas áreas protegidas federais no RS

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (6), por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União, a criação de duas áreas protegidas federais no litoral sul do Rio Grande do Sul: o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, localizadas no município de Santa Vitória do Palmar.

A ação foi conduzida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Segundo os órgãos envolvidos, essa iniciativa protege uma das regiões cruciais para preservar a biodiversidade do Atlântico Sul, além de reforçar as ações contra as mudanças climáticas e a perda de espécies globalmente.

“O decreto assinado pelo presidente Lula demonstra o compromisso do governo com a proteção ambiental e dos nossos oceanos. Essa decisão é fruto de estudos científicos, consultas públicas, cooperação entre instituições e o esforço dedicado de servidores, pesquisadores e cidadãos engajados na conservação da biodiversidade e no interesse público”, afirmou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

A área total que compreende o Parque Nacional do Albardão, sua zona de amortecimento e a APA do Albardão soma 1.618.488 hectares. O local abriga ecossistemas marinhos e costeiros de grande importância, funcionando como área vital para alimentação, reprodução e desenvolvimento de várias espécies ameaçadas.

“No Albardão, os concheiros — depósitos naturais de conchas — a existência de espécies em risco, sua riqueza biológica notável e um patrimônio arqueológico valioso finalmente passam a contar com a proteção adequada à sua importância. Estabelecer essas áreas protegidas é uma forma de mostrar que preservar o meio ambiente é uma solução, não um obstáculo”, destacou Marina Silva.

Dentre as espécies ameaçadas que habitam a região destaca-se a toninha, o golfinho mais em risco no Atlântico Sul Ocidental, junto com tartarugas marinhas, tubarões, raias, aves migratórias marinhas e mamíferos que frequentam a região durante seus ciclos de vida. A preservação desses ambientes é fundamental para diminuir a mortalidade da fauna e garantir processos ecológicos essenciais nos ecossistemas marinhos.

O litoral sul do Rio Grande do Sul está localizado na rota atlântica das Américas, que conecta o Ártico canadense e o Alasca, nos Estados Unidos, ao extremo sul da América do Sul, passando pela costa brasileira.

Essas áreas atuam como pontos de descanso ecológicos, onde aves interrompem longos voos migratórios para retomarem energia, alimentando-se de pequenos crustáceos e invertebrados antes de continuar suas jornadas.

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