Economia
Governo e Centrão mudam integrantes da CPI do INSS antes da votação para tentar impedir relatório
Na reta final da CPI do INSS, grupos aliados ao governo e ao Centrão promoveram várias mudanças nos membros da comissão para tentar assegurar votos suficientes para impedir a aprovação do relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
As alterações, oficializadas entre quarta e sexta-feira, modificam o equilíbrio de forças da comissão no momento crucial da votação.
A mudança mais significativa aconteceu nesta sexta-feira, com a saída do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), substituído pelo deputado Delegado Fabio Costa (PP-AL) como suplente.
Evair vinha votando alinhado à oposição durante os trabalhos e sua saída é vista por membros da comissão como fundamental para tentar formar maioria contra o relatório do relator. Ele, no entanto, busca retornar à comissão em vaga de algum partido oposicionista.
No dia anterior, outras dez substituições ocorreram, envolvendo titulares e suplentes, em ações coordenadas por diferentes bancadas. No PL, os deputados Paulo Marinho Jr (PL-MA) e Fernando Rodolfo (PL-PE) assumiram como suplentes nos lugares de Coronel Fernanda (PL-MT) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO). No Senado, a senadora Jussara Lima (PSD-PI) substituiu Jorge Kajuru (PSB-GO) como titular, e Margareth Buzetti (PSD-MT) entrou no lugar de Styvenson Valentim (Podemos-RN).
Na Câmara, também houve mudanças dentro da base governista. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) tornou-se titular em lugar do Pedro Uczai (PT-SC), que foi substituído por Tadeu Veneri (PT-PR) na suplência. Orlando Silva (PCdoB-SP) passou a titular no lugar de Cleber Verde (MDB-MA), enquanto a deputada Dandara (PT-MG) entrou no lugar de Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), que por sua vez substituiu Ricardo Ayres (Republicanos-TO). Também substituiu Ribeiro Neto (PSB-PI) o deputado Neto Carletto (Avante-BA).
Embora algumas trocas tenham o objetivo claro de influenciar a decisão da votação, parlamentares ouvidos pela reportagem afirmam que outras substituições foram motivadas por questões práticas, para garantir a presença dos membros na sessão final da comissão, especialmente considerando o modelo semipresencial adotado no Congresso, que tem reduzido a presença física em Brasília.
Esta movimentação acontece em meio à dúvida sobre se o relatório de Gaspar será aprovado, documento que deve sugerir indiciamentos e destacar falhas nas políticas relacionadas ao INSS. Frente ao risco de rejeição, aliados do governo já elaboram um parecer alternativo.


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