Economia
Governo lança atendimento remoto para ajudar quem tem problemas com apostas
O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (3) a implantação de um serviço de atendimento remoto destinado a pessoas que enfrentam dificuldades relacionadas a jogos de apostas, em colaboração com o Hospital Sírio-Libanês.
A plataforma está projetada para realizar 600 atendimentos por mês, com a possibilidade de expansão conforme a demanda, visando alcançar até 100 mil atendimentos mensais.
— Este é mais um avanço para acolher e apoiar indivíduos afetados pelo sofrimento psicológico associado ao vício em apostas online, que além de impactar a saúde mental, traz consequências financeiras e familiares sérias. Os dados dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) mostram que, nos últimos anos, de 2 mil a 3 mil pessoas procuram atendimento presencial para tratar a compulsão por jogos — explicou o ministro Alexandre Padilha.
Esse serviço tem como objetivo orientar as pessoas que buscam ajuda, identificar sinais de uso problemático e encaminhar para atendimento presencial quando necessário.
As consultas são feitas por vídeo e têm duração média de 45 minutos. O programa oferece ciclos estruturados de cuidado, podendo incluir até 13 sessões por paciente, seja em grupo com o apoio da rede familiar ou de forma individual. O serviço é gratuito e mantido em sigilo. A equipe conta com psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte de um médico psiquiatra quando necessário.
O atendimento remoto será integrado à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), possibilitando o acompanhamento dos casos por unidades como CAPS, equipes de saúde mental e serviços da atenção básica.
Além disso, a iniciativa está ligada a uma nova ferramenta de autoexclusão centralizada, lançada pela Fazenda, que permite que o usuário bloqueie o acesso a sites de apostas. Usuários que optarem por essa autoexclusão poderão ser encaminhados diretamente ao atendimento remoto para receber suporte inicial.

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