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Governo Lula mira dono da Refit em cooperação anticrime com Trump

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja intensificar a cooperação com os Estados Unidos para combater grandes criminosos, durante um encontro com Donald Trump na Casa Branca no próximo mês. Um dos principais focos dessa parceria é o empresário Ricardo Magro, residente em Miami, acusado de evasão fiscal que teria causado um prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres públicos brasileiros.

Magro, proprietário da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, controlada pelo Grupo Refit, foi alvo de uma operação policial que resultou no bloqueio de grandes quantidades de gasolina e na interdição de suas atividades em setembro do ano passado. Ele e sua empresa negar quaisquer irregularidades.

Em declaração recente feita em Nova Délhi, Lula ressaltou a operação contra a refinaria sem mencionar diretamente Magro, destacando que enviou ao governo americano fotos da residência do empresário em Miami e pediu sua extradição para que possa ser responsabilizado no Brasil.

Em dezembro, Lula já havia solicitado a Trump a captura de Magro durante uma conversa telefônica de quarenta minutos e reafirmou esse pedido em evento no Palácio do Planalto. O presidente brasileiro enfatizou a disposição para cooperar no combate ao crime organizado e destacou que um dos maiores líderes desse tipo de crime reside fora do país.

A campanha do PT visa mostrar que o terceiro mandato de Lula está focado em enfrentar grupos criminosos influentes economicamente. O Palácio do Planalto também promove os resultados obtidos com a Operação Carbono Oculto, que investigou o envolvimento de facções criminosas no setor financeiro e de combustíveis, o mesmo segmento em que atua Magro.

Além desse foco, o governo quer avançar este ano com propostas legislativas, como o PL Antifacção e a PEC da Segurança Pública, para reforçar o combate ao crime e dissociar a imagem dos governos do PT de uma postura leniente.

Em resposta, Ricardo Magro e a Refit emitiram nota lamentando o que chamam de campanha difamatória. Alegam que tal movimento é impulsionado por grandes empresas que dificultam a redução dos preços dos combustíveis e negam qualquer relação com crime organizado ou evasão fiscal, afirmando que cumprem rigorosamente suas obrigações tributárias.

Para o governo, a segurança pública é prioridade constante na agenda de Lula, que alia pressão diplomática e articulação interna para fechar brechas utilizadas por organizações criminosas para movimentar dinheiro e expandir suas operações.

Além da segurança, o encontro entre Lula e Trump abordará temas econômicos como a questão das tarifas impostas por Washington aos produtos brasileiros, discussões sobre minerais estratégicos brasileiros, a participação do Brasil em iniciativas multilaterais propostas pelos EUA, além das situações políticas na Venezuela e em Cuba.

Atualmente, o presidente está em viagem oficial pela Ásia, com compromissos na Índia e na Coreia do Sul.

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