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Governo Lula prepara ato sobre 8 de janeiro com pouca presença do Congresso e STF
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está organizando um evento nesta quinta-feira para marcar os três anos dos ataques às sedes dos Poderes em 8 de janeiro. Contudo, a cerimônia deverá contar com pouca participação da liderança do Congresso e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já comunicaram que não irão comparecer. Até a noite de terça-feira, não havia confirmação oficial da presença do presidente do STF, Edson Fachin, ou dos demais ministros, embora Fachin tenha indicado que poderá participar. Os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia também podem comparecer ao evento no Planalto.
Há ainda a expectativa entre membros do governo de que o presidente anuncie o veto ao projeto de lei da dosimetria, que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos nos ataques, aprovado pelo Congresso no ano passado. A decisão sobre o veto, que deve ocorrer até o dia 12, está dividindo opiniões no Palácio do Planalto.
Alguns auxiliares acreditam que vetar o projeto no dia 8 pode gerar atritos com o Congresso, que o Executivo tenta se aproximar, enquanto outros defendem que a data reforçaria o simbolismo político da medida e sensibilizaria a opinião pública.
A ausência dos líderes do Legislativo no ato reforça essas discussões. Parlamentares também estão divididos sobre a estratégia, preocupados com o impacto em um ano eleitoral. Muitos deputados e senadores estarão em seus estados durante o recesso, o que deve dificultar uma representação expressiva.
Apesar disso, o governo tem convidado os parlamentares para garantir a maior presença possível no evento, e os ministros do Executivo deverão estar representados, mesmo alguns estando de férias. Contudo, a participação dos ministros do Supremo deve ser limitada, já que eles têm sido alvo de críticas recentemente e o tema da dosimetria pode ser levado à Corte.
O STF também promoverá uma solenidade para lembrar os fatos de 8 de janeiro, com uma exposição, documentário e palestras em sua sede. Fachin, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes devem participar dessas atividades. Alguns integrantes do Supremo, porém, consideram que um evento para marcar os ataques após três anos pode ser desnecessário, considerando a cerimônia exagerada.

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