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Economia

Governo quase une todos os estados para ajudar no custo do diesel importado

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O ministro da Fazenda, Dario Dugiran, declarou nesta quarta-feira que os estados estão quase todos de acordo com a proposta do governo federal para subsidiar o diesel importado. O Palácio do Planalto pretende lançar a medida provisória sobre o tema nesta terça-feira.

“Sugeri aos estados que nos ajudassem a reduzir o peso do ICMS na importação do diesel. Ontem, conversando com vários governadores, estamos quase unanimemente concordando com a proposta do presidente Lula. Isso mostra que, apesar de discursos contrários, há um reconhecimento claro e respeitoso do esforço conjunto”, afirmou Dugiran durante a reunião ministerial.

A proposta da Fazenda sugere um subsídio de R$ 1,20 por litro do diesel, com o custo sendo dividido igualmente entre a União e os estados. O impacto fiscal previsto é de R$ 1,5 bilhão por mês.

A ideia foi debatida em reunião entre o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, e secretários estaduais. A resposta final dos estados foi adiada para permitir mais tempo para negociações. As ações visam conter a alta dos preços dos combustíveis, motivada pela alta do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio.

Proposta do governo

  • Subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel
  • Custo dividido igualmente entre União e estados
  • Prazo de dois meses
  • Impacto estimado de R$ 1,5 bilhão
  • Adesão voluntária dos estados

Visão econômica

No discurso, Dugiran observou que a maioria das pessoas não percebe a melhoria econômica, apesar dos dados positivos. O ministro assumiu o cargo recentemente, após Fernando Haddad deixar a função para disputar o governo de São Paulo.

“Estou aqui para concluir o trabalho que o presidente Lula nos solicitou. Nosso objetivo é consolidar justiça social e dialogar com a população, que muitas vezes não sente na prática o crescimento econômico refletido nos números”, disse Dugiran durante a reunião.

Ele acrescentou que o compromisso do ministério é apoiar a população, ajudando com endividamento e protegendo dos efeitos da guerra no preço dos combustíveis.

Lula encomendou à equipe econômica medidas para combater o aumento do endividamento da população, que considera preocupante.

Apesar dos bons resultados econômicos, a aprovação do governo não tem acompanhado essa melhora. O PIB cresceu 3,1% em 2023, deve crescer 3,4% em 2024 e cresceu 2,3% no ano passado. A taxa de desemprego foi a menor da série histórica, de 5,8% em fevereiro, e a inflação medida pelo IPCA ficou em 3,81%, dentro da meta.

No entanto, uma pesquisa Datafolha de março mostra que 46% dos brasileiros acreditam que a situação econômica piorou.

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