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Governo Trump acusa Harvard de antissemitismo e ameaça congelar subsídios

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O governo do presidente americano Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (30) que a Universidade de Harvard permitiu atitudes antissemitas em seu campus e advertiu que pode suspender diversos benefícios federais se a instituição não cumprir a legislação que combate tal discriminação.

Em uma correspondência enviada ao presidente de Harvard, Alan Garber, o grupo de trabalho governamental dedicado a combater o antissemitismo declarou que a universidade é um dos principais locais onde a discriminação racial se manifesta de forma visível e preocupante.

Após uma análise detalhada, o Escritório de Direitos Civis do Departamento de Saúde e Serviços Humanos concluiu que Harvard infringiu gravemente a lei que proíbe discriminação baseada em raça, cor ou origem nacional.

A carta acusa Harvard de em algumas ocasiões mostrar indiferença e em outras participar ativamente no assédio antissemitista contra estudantes, professores e funcionários judeus.

De acordo com o documento, a maioria dos estudantes judeus relatou experiências de preconceito ou discriminação no campus, e cerca de 25% deles se sentiram fisicamente inseguros.

Além disso, manifestações e acampamentos no campus causaram temor e perturbaram os estudos dos alunos judeus. O texto não esclarece que esses protestos buscavam o fim dos conflitos em Gaza, eventos que impactaram várias universidades americanas.

A carta alerta que, se não forem feitas alterações imediatas, Harvard poderá perder acesso a todos os fundos financeiros federais e sua relação com o governo federal será afetada.

Em resposta à AFP, a universidade afirmou que está longe de ser indiferente ao antissemitismo e tem implementado ações concretas para combater intolerância, ódio e preconceitos.

Segundo relatórios encomendados pela própria Harvard, publicados em abril, 56% dos estudantes muçulmanos e 26% dos judeus declararam sentir insegurança dentro da universidade.

Harvard tornou-se alvo central da campanha do governo Trump contra as principais universidades dos EUA, que o presidente acusa de fomentar o antissemitismo ao permitir manifestações pró-palestinas e adotar políticas de diversidade, inclusão e igualdade.

O governo já congelou cerca de 3,2 bilhões de dólares em recursos e contratos federais com Harvard, excluindo a universidade de futuras ajudas e ameaçando revogar isenções fiscais.

Além disso, está em litígio para impedir a matrícula de estudantes internacionais – que representam mais de 25% do corpo discente –, uma fonte significativa de receita para a instituição.

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