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Grande participação na greve geral na Argentina, diz líder sindical
A paralisação nacional realizada nesta quinta-feira (19) na Argentina contra as alterações nas leis trabalhistas alcançou uma adesão “muito expressiva”, conforme informou o líder sindical Jorge Sola. Esta foi a maior mobilização dentre as quatro greves organizadas pela Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) contra as políticas do presidente liberal Javier Milei.
Segundo Sola, a greve contou com “níveis de adesão inéditos desde o início deste governo”. Ele ressaltou, em entrevista à Rádio con Vos no dia da mobilização, que embora haja discordâncias, o apoio obtido foi impressionante e muito significativo.
As mudanças propostas pelo governo, consideradas pela CGT como retrocessos e inconstitucionais, incluem a diminuição das indenizações, a ampliação da jornada laboral para até 12 horas diárias e a restrição do direito à greve. O executivo federal, por sua vez, defende que essas medidas criarão empregos ao reduzir a carga tributária e ajudarão a integrar formalmente cerca de 40% da força de trabalho atualmente no setor informal.
A paralisação teve um impacto relevante, especialmente após a adesão dos sindicatos do transporte, que quase paralisaram os serviços de ônibus, trens e metrô na capital Buenos Aires.
Sola alertou que, caso a reforma seja aprovada pela Câmara dos Deputados e sancionada pelo Senado, o conflito poderá se intensificar ainda mais. Ele afirmou que “as medidas de mobilização tendem a aumentar, pois o projeto não contempla avanços para a ampliação dos direitos dos trabalhadores”.
Além disso, destacou que a formalização dos trabalhadores que atuam informalmente não ocorrerá da maneira prometida, tornando-se uma estratégia para transferir uma grande quantidade de recursos dos empregados para os empregadores.
Este movimento ocorre em meio a uma crescente tensão social, logo após o fechamento de uma fábrica de pneus que resultou na demissão de 900 funcionários.
Desde que Milei assumiu a presidência em dezembro de 2023, aproximadamente 300 mil postos de trabalho foram eliminados, e cerca de 21 mil empresas encerraram suas atividades, de acordo com informações provenientes dos sindicatos.

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