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Greca retorna ao MDB e se apresenta como pré-candidato no Paraná
O MDB anunciou nesta quinta-feira a filiação de Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba e atual secretário de Desenvolvimento Sustentável do Paraná (PSD). Essa movimentação ocorre em meio às mudanças no grupo do governador Ratinho Júnior (PSD), que deve indicar o secretário das Cidades, Guto Silva (PSD), como seu sucessor, depois que o PL confirmou o apoio ao senador Sergio Moro (União) para a candidatura.
A filiação foi divulgada nas redes sociais e será oficializada no evento de 60 anos do MDB, marcado para o dia 24. Na publicação, Greca explicou que retorna ao MDB porque, na verdade, nunca deixou o partido, e destacou a importância da democracia, defendendo que ela deve prevalecer sem polarizações, com espírito público e compromisso com o bem comum.
Apesar da mudança partidária, Greca reforçou que permanece aliado ao governador Ratinho Júnior e afirmou que se coloca como pré-candidato ao governo do estado.
No cenário estadual, espera-se que o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, deixe o PSD para migrar ao Republicanos e lançar sua própria candidatura ao Executivo.
Antes da confirmação no MDB, Greca também estava sendo considerado para o Progressistas, numa movimentação conduzida pelo deputado federal Ricardo Barros (PP-PR). Essa articulação enfrentava resistência devido ao apoio do PP à candidatura de Sergio Moro.
O deputado, por sua vez, deve mudar para o PL após receber apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou que a decisão de apoiar Moro foi tomada após o PSD sinalizar que Ratinho Júnior será o candidato ao Palácio do Planalto em outubro.
“Ratinho é um quadro importante, com avaliação positiva, mas cada partido tem direito a apresentar seus pré-candidatos. Nossa informação é que ele será o candidato do PSD, e, portanto, devemos agir conforme sua posição. Seguiremos nossas atividades no Paraná. Conversamos com Sergio Moro e decidimos que ele vai concorrer ao governo com nosso apoio pelo PL.”
Flávio Bolsonaro também tem trabalhado para reaproximar Sergio Moro de Deltan Dallagnol (Novo), ex-deputado federal que pretende concorrer ao Senado este ano, formando uma “chapa da Lava-Jato”.
O ex-procurador foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2023, mas defende que a decisão não impediu expressamente sua candidatura, apesar de o tema gerar controvérsias políticas. Conforme a Lei da Ficha Limpa, Dallagnol não poderia se candidatar até 2031.

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