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Greve de três dias dos ferroviários na Espanha por segurança
Maquinistas espanhóis começaram uma paralisação de três dias nesta segunda-feira (9) para protestar contra o declínio das condições da infraestrutura e a escassez de investimentos, que são apontados como causas dos dois acidentes ferroviários que resultaram em 47 mortes em janeiro.
Como é comum na Espanha, as autoridades exigiram que os trabalhadores mantenham até 75% dos trens regionais em operação nos horários de maior movimento e 50% no restante do dia.
No entanto, a estação Atocha, em Madrid, enfrentou dificuldades, especialmente entre 7h00 e 8h00, quando milhares de pessoas tentando se deslocar para a periferia ou chegar à capital enfrentaram atrasos e falta de informações.
Os passageiros lotaram as plataformas a ponto de ser necessário controlar o acesso.
Os manifestantes do sindicato CCOO distribuíram folhetos pedindo “compreensão e apoio” aos passageiros, cujos sentimentos variavam entre solidariedade e frustração por começarem a semana enfrentando transtornos.
“Os acidentes recentes não são eventos isolados: são o resultado de decisões que priorizam cortes e fragmentação do serviço, em vez de uma ferrovia pública, segura e bem gerida”, afirmou o folheto do sindicato CCOO.
“Não consegui sair”, relatou à AFP Mari Carmen González, passageira de 58 anos que tentava viajar de Madrid para Aranjuez. “Os serviços mínimos não foram respeitados; considero isso inaceitável”, acrescentou.
Victoria Bulgier, professora americana de inglês na faixa dos 30 anos, que precisava viajar para Getafe, ao sul de Madrid, declarou que compreendia “totalmente” as razões da paralisação.
“Eu entendo perfeitamente o motivo da greve. Eles não deveriam ser obrigados a trabalhar em condições que os coloquem em risco”, explicou Bulgier à AFP.

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