Economia
Grupo de trabalho do Master será apoio a possível CPI, afirma Calheiros
Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, destacou que o grupo de trabalho criado para fiscalizar as investigações do Master não busca substituir uma eventual comissão parlamentar de inquérito (CPI). Ele ressaltou que, caso uma CPI seja instaurada, o grupo da CAE atuará de forma complementar.
“Não estamos em competição com a CPI. Se uma CPI for criada, nosso papel será cooperar. Eu mesmo apoiei e apoiarei a criação de diversas CPIs”, declarou o senador após a formação do grupo na última quarta-feira, dia 4.
Calheiros explicou que inicialmente o grupo solicitará dados a órgãos públicos, inclusive informações confidenciais. O grupo tem autoridade para quebrar sigilos mediante aprovação do Senado e poderá convocar pessoas envolvidas a depor.
Indagado sobre a possibilidade de o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, membro do mesmo partido de Calheiros, ser convocado, ele afirmou que ainda não há definição sobre os convidados, pois a decisão não é exclusiva do coordenador do grupo.
O senador também ressaltou a necessidade de esclarecer as visitas de Daniel Vorcaro, proprietário do Master, ao Palácio do Planalto. Ele mencionou que, durante essas visitas, estavam presentes autoridades como o presidente do Banco Central, o ministro da Fazenda, o chefe do Gabinete Civil, o líder do governo e o ex-ministro Antonio Palocci. De todos, apenas o ex-ministro tinha vínculo direto com o Master.

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