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Grupo Fictor cresce rápido após entrar no agronegócio

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O Grupo Fictor foi criado em 2007 como uma startup focada em soluções tecnológicas, com Rafael Góis como sócio principal e CEO. Inicialmente atuando no mercado financeiro em 2013, especialmente em private equity, o grupo ingressou no setor do agronegócio em 2018. Em 2022, o grupo acelerou a aquisição de empresas e formou uma holding que hoje administra negócios no agronegócio, financeiro e infraestrutura (energia), compreendendo dez empresas.

“Nossa jornada iniciou como uma empresa voltada para inovações digitais na logística e suporte em transformação de gestão para organizações. Expandimos para além da tecnologia, construindo um portfólio diversificado que contribui positivamente para a economia e o desenvolvimento nacional, com foco em setores promissores”, afirma a Fictor em seu site oficial.

Góis começou sua trajetória no mercado financeiro aos 16 anos em uma empresa familiar de gestão de crédito. Formado em Administração, atuou em empresas como uma companhia de embalagens metálicas e a Schincariol/Brasil Kirin. De acordo com a revista Piauí, colegas destacam seu perfil centrado, dedicado à administração financeira e ao relacionamento com clientes do agronegócio.

Luiz Phillippe Gomes Rubini, outro sócio que vendeu sua participação em dezembro de 2024, é apontado como responsável pela prospecção de negócios e relações públicas da empresa. Origem da Faria Lima, Rubini, junto de Góis, adquiriu riqueza rapidamente, mudando seu estilo de vida para viagens de jatinho e carros importados.

Atalho para a Bolsa de Valores

Para ingressar rapidamente na Bolsa de Valores sem os processos tradicionais de abertura de capital, a Fictor Alimentos adquiriu o controle da Atompar, empresa que treinava traders para o mercado financeiro. Essa manobra é conhecida como “IPO reverso”, onde uma companhia fechada compra uma aberta.

Na B3, as ações da Fictor Alimentos caíram após o pedido de recuperação judicial. Um diretor da empresa, André Vasconcelos, havia sido cotado para assumir cargo na CVM, mas renunciou recentemente. Vasconcelos ocupava a direção de estratégia, planejamento e relações com investidores desde outubro de 2024, quando a companhia foi listada na Bolsa.

A Fictor mantém escritórios em São Paulo, Miami e Lisboa. Sua expansão no agronegócio, especialmente na comercialização de commodities como soja e milho, gerou capital para financiar fusões e aquisições a partir de 2018. Esse lucro com commodities era oferecido aos investidores via contratos de Sociedade em Conta de Participação (CPs).

No setor alimentício, adquiriu frigoríficos e marcas como Vensa, Dr. Foods, Fredini, e UPI da Mellore Alimentos. Em infraestrutura e energia, lançou a Fictor Energia e Fictor Real Estate, focadas em geração distribuída, energia solar e logística. Nos serviços financeiros, desenvolveu a gestora Fictor Asset e a fintech FictorPay, com plataforma de pagamentos.

Questões judiciais e marketing esportivo

Em outubro de 2025, a FictorPay sofreu um ataque cibernético que resultou no desvio de R$ 26 milhões via Pix, devido a vulnerabilidades numa empresa terceirizada, a Dilleta Solutions. Também lançou um cartão B2B com a bandeira American Express, projetando movimentar até R$ 1,8 bilhão em transações em 2025. Recentemente, a Justiça paulista bloqueou R$ 150 milhões da empresa por não cumprimento de garantias em contratos de operação de cartões de crédito.

Desde março de 2025, a Fictor é patrocinadora oficial do Palmeiras, com acordo de R$ 30 milhões por temporada, válido inicialmente por três anos, com possibilidade de extensão. A marca da empresa aparece no uniforme de jogadores da base e do time principal, e o torneio Sub-17 do clube foi renomeado para Copa Fictor.

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